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WikiLeaks: Assange diz que vai receber R$ 2,6 mi por sua autobiografia


O criador do site WikiLeaks, conhecido por revelar documentos secretos, Julian Assange, disse que vai receber o correspondente a R$ 2,6 milhões para publicar sua autobiografia. A declaração foi feita durante uma entrevista ao jornal "Sunday Times", publicada neste domingo.

Segundo ele, o valor o ajudará a se defender das acusações de abuso sexual que teria cometido na Suécia.

"Eu não queria escrever este livro, mas tenho que fazê-lo", disse. "Já gastei 200 mil libras em despesas legais e preciso me defender, além de manter o WikiLeaks vivo", completou.

Julian Assange está em liberdade condicional no Reino Unido e pode ser extraditado para os Estados Unidos. Sobre isso, Assange já havia dito que poderia "morrer na prisão", caso fosse para um presídio norte-americano.

WikiLeaks foi retirado do iTunes por violar normas, diz Apple


A Apple se juntou ao crescente grupo de empresas norte-americanas que cortaram relações com o WikiLeaks, ao retirar de sua loja online um aplicativo que dava ao usuários acesso ao controverso conteúdo do site e de seu perfil no Twitter por violação de normas de uso.
"Removemos o aplicativo do WikiLeaks de nossa App Store porque ele viola nossas normas para desenvolvedores", disse a Apple em comunicado nesta quarta-feira. "Os aplicativos devem cumprir leis locais e não podem colocar indivíduos ou um grupo em perigo."
Nas últimas semanas, diversas companhias como Amazon.com e Bank of America deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks, que incitou a ira do governo dos Estados Unidos ao divulgar milhares de documentos confidenciais norte-americanos.
Ciberativistas têm reagido contra companhias consideradas inimigas do WikiLeaks, atacando sites com o da operadora de cartões Visa. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi solto da prisão sob fiança na semana passada no Reino Unido, e luta para evitar sua extradição para a Suécia, onde responde a acusações de crime sexual.
O advogado-geral dos EUA, Eric Holder, disse que considera usar o Ato de Espionagem, além de outras leis, para processar os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidencias pelo WikiLeaks. Sob a legislação, é ilegal obter informações sobre defesa nacional com a intenção de prejudicar os EUA.

Primeiro navegador da internet completa 20 anos


Neste sábado, dia de Natal, comemorou-se um outro aniversário também importante: são os 20 anos do nascimento da web, com a apresentação do primeiro browser. Embora o projeto da World Wide Web tenha sido concebido em 1989 por Tim Bernes-Lee, foi no dia 25 de dezembro de 1990 que o primeiro navegador foi oficialmente demonstrado. Inicialmente chamado simplesmente de WorldWideWeb (sem espaços entre as palavras), o aplicativo foi depois renomeado para "Nexus" a fim de evitar a confusão entre a rede de servidores e páginas e o software usado para navegar nela.
Este primeiro navegador funcionava em duas vias, permitindo ao usuário não somente ler como também editar as páginas da recém-nascida web. E o Nexus não era um editor qualquer, mas sim um sistema WYSIWYG (what you see is what you get) que dispensava o usuário/editor de mexer no código HTML. Para usar as expressões da moda, pode-se dizer que a web já nasceu web 2.0, com os usuários tendo o poder de alterar documentos que visitavam direto do navegador.
Esta interatividade toda não durou muito, pois ao serem levados do NeXTStep para sistemas operacionais mais populares, como Windows e Mac, os navegadores web perderam a capacidade de edição das páginas e se tornaram ferramentas mais passivas.
Isto se deve, segundo o próprio Bernes-Lee, às facilidades presentes na programação do NeXTStep (e do Unix, família da qual o NeXTStep faz parte) mas não em outros sistemas. Uma outra consequência desta disparidade foi o tempo de dois meses para o desenvolvimento do WorldWideWeb, enquanto navegadores similares demoraram um ano para serem programados em outras plataformas.
Outras curiosidades sobre o WorldWideWeb/Nexus podem ser lidas direto no site de Tim Bernes-Lee, no atalho j.mp/e06hCM. Quem tiver mais curiosidade e tempo para leitura pode ler a história completa da web contada pelo seu criador em j.mp/hyfRpy.

Conheça o Picnik, editor de imagens do Orkut



Felipe Gugelmin
O Google anunciou nesta quarta-feira no blog oficial do Orkut a inclusão de uma nova ferramenta que aumenta as possibilidades da rede social. Agora todos os usuários podem realizar cortes, aplicar efeitos e molduras em suas fotografias favoritas através do Picnik, um editor de imagens totalmente online.
Para usar o novo recurso, basta preencher dois pré-requisitos: optar pela interface mais recente do Orkut e possuir um álbum de fotos com menos de 100 imagens. Em seguida, basta entrar em qualquer um seus álbuns, selecionar a imagem que deseja editar e clicar sobre a opção "editar com o Picnik", localizada no canto direito superior da tela.
Em seguida, basta selecionar uma das opções disponíveis na parte superior da tela para começar a realizar os cortes e adição de efeitos.
Com uma interface totalmente em português, o Picnik se mostra uma forma fácil de aplicar retoques simples em fotografias, dispensando a utilização de um software especializado.
A única limitação fica por conta de determinadas funções, que exigem uma licença Premium para serem acessadas. Porém, estas são em número reduzido e não devem atrapalhar quem tem como único objetivo melhorar um pouco a forma como suas fotografias são compartilhadas.
Depois de terminar de aplicar as modificações desejadas, um clique em "Salvar no meu álbum" encerra a edição. A imagem é publicada automaticamente no mesmo álbum da foto de origem, além de aparecer na lista de atualizações do usuário.

Show de nocautes no WFC



A bela cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, voltou suas atenções para o MMA no dia 22 de dezembro, com o WFC Pretorian Trials. Com sete combates de MMA, o destaque da festa ficou por conta do atleta local Alexandre Pantoja, que precixou de apenas 83 segundos para nocautear Samuel Souza. Pedro Nobre, da BTT, e Jair Sorriso também venceram por nocaute no primeiro round, e Felipe Mongo encerrou sua luta na primeira parcial, com um arm-lock.

RESULTADOS COMPLETOS:

WFC Pretorian Trials
Arraial do Cabo, Rio de Janeiro
Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

- Otto Rodrigues finalizou George Silva com uma guilhotina no 2R;
- Bruno “Crocop” Lobato nocauteou Bruno Pessanha no 1R;
- Pedro Nobre nocauteou Tiago Henrique no 1R;
- José Rodolfo derrotou Ailton “Fireman” na decisão dividida dos juízes;
- Felipe “Mongo” Arinelli finalizou Willian “Bacalhau” com um arm-lock no 2R;
- Jair Sorriso nocauteou Eli Régis no 1R;
- Alexandre Pantoja derrotou Samuel Souza por nocaute técnico no 1R.

Ex-campeão quer voltar



Foto Jeff Sherwood/Sherdog

O veterano Ricco Rodriguez, que conquistou o título dos pesados do UFC na edição 39, sobre Randy Couture, quer voltar ao maior evento do mundo. Com 10 vitórias conquistadas nos últimos 14 meses, Ricco manifestou o desejo de uma nova luta contra Rodrigo Minotauro, que o bateu no Pride, em 2003.

“Quero poder encerrar a minha carreira no UFC. Muitos querem me ver lutar com Randy Couture, possivelmente Frank Mir, mas a maioria quer me ver contra (Minotauro) Nogueira. Eu o bati no Japão, mas como não era permitido dar cotoveladas, eu perdi na decisão. Muitos fãs querem ver como terminará essa luta, com grades e cotoveladas”, pede Rodriguez. Será que o Ultimate aceitará o pedido do seu ex-campeão?

HAPKIDO


 O Hapkido é uma arte marcial coreana que engloba técnicas com diversas armas como bastões, espadas, bengalas, facas, leques, além de ensinar seus praticantes a defesa pessoal com praticamente qualquer objeto. Suas técnicas, além de movimentos circulares, abrangem chutes, socos, arremessos, imobilizações no solo, e tantas outras. A palavra coreana Hapkido é a combinação de três palavras: "Hap", harmonia; "Ki", poder ou energia; e "Do", caminho, método. Portanto Hapkido é "o caminho harmonioso do poder".
O fundador do Hapkido parece ter sido YOUNG SUL CHOI, nos anos 50, que aprendeu o Daito-ryu Aikijujutsu no Japão e acrescentou algumas técnicas coreanas como os chutes do Taekwondo e técnicas de Yudo (Judô). Com o passar do tempo esta arte foi se desenvolvendo e se transformando no Hapkido moderno.

Qual a relação entre o Hapkido coreano e o Aikido japonês?
Ambas tiveram a influência de uma mesma arte marcial japonesa, o Daito-ryu Aikijujutsu, que enfatiza torções, chaves, projeções, quedas e imobilizações. Além disso os fundadores do Hapkido e do Aikido treinaram com o mesmo mestre. Por isso apresentam algumas semelhanças. Mas, ao contrário do Aikido, o Hapkido também possui técnicas traumatizantes, como socos e chutes.
O Hapkido é uma arte marcial coreana que engloba técnicas com diversas armas como bastões, espadas, bengalas, facas, leques, além de ensinar seus praticantes a defesa pessoal com praticamente qualquer objeto. Suas técnicas, além de movimentos circulares, abrangem chutes, socos, arremessos, imobilizações no solo, e tantas outras. A palavra coreana Hapkido é a combinação de três palavras: "Hap", harmonia; "Ki", poder ou energia; e "Do", caminho, método. Portanto Hapkido é "o caminho harmonioso do poder".
O fundador do Hapkido parece ter sido YOUNG SUL CHOI, nos anos 50, que aprendeu o Daito-ryu Aikijujutsu no Japão e acrescentou algumas técnicas coreanas como os chutes do Taekwondo e técnicas de Yudo (Judô). Com o passar do tempo esta arte foi se desenvolvendo e se transformando no Hapkido moderno.

Qual a relação entre o Hapkido coreano e o Aikido japonês?
Ambas tiveram a influência de uma mesma arte marcial japonesa, o Daito-ryu Aikijujutsu, que enfatiza torções, chaves, projeções, quedas e imobilizações. Além disso os fundadores do Hapkido e do Aikido treinaram com o mesmo mestre. Por isso apresentam algumas semelhanças. Mas, ao contrário do Aikido, o Hapkido também possui técnicas traumatizantes, como socos e chutes.

Ninjas - Os guerreiros das sombras

 

Os ninjas eram antigos guerreiros que usavam táticas de guerrilha e treinavam inúmeras técnicas: a arte da invisibilidade (camuflagem), luta desarmada e armada, pressão de pontos vitais, técnicas especiais de fuga, caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta na água, envenenamento, hipnose, etc. Os ninjas também estudavam técnicas de dramatização e disfarces para se passar por outras pessoas. A lendária figura do mascarado todo vestido de roupa escura era apenas um de seus trajes, apropriado para determinadas missões noturnas onde não devia ser visto. Segundo algumas fontes, o uniforme ninja era, na verdade, azul marinho, marrom escuro ou outras tonalidades escuras, o preto não era usado já que não é uma boa camuflagem na escuridão. Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, samurais, etc., para facilitar o trabalho como espião.
A origem do guerreiro ninja ou Shinobi está envolta em lendas e mitos antigos que afirmavam que eles descendiam do Tengu, o pássaro-demônio da mitologia japonesa. Na verdade os ninjas surgiram durante o feudalismo japonês devido à perseguição aos budistas por parte do governo. Contrários ao novo sistema de governo e para poder seguir praticando sua religião alguns monges guerreiros se instalaram nas montanhas inóspitas das antigas províncias de Iga e Koga. Organizados em bandos, estes guerreiros formaram os primeiros clãs e precisaram adaptar seus conhecimentos e técnicas marciais a táticas de guerrilha, apropriadas a sua nova situação. Conhecidos por suas habilidades de infiltração tornaram-se grandes espiões no Japão feudal do século XIV. Seus trabalhos envolviam espionagem, assassinato, sabotagem, dentre outros. Habitavam locais de difícil acesso, tornando-se reduto de refugiados de guerras.
Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto alguns clãs Shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento, a ponto de alguns ninjas se tornarem quase samurais, diferindo destes apenas por não seguirem o Bushido, o código dos samurais. E era precisamente por não seguirem o rígido código samurai que eles podiam ser grandes espiões, pois as táticas de guerrilha ninja eram consideradas covardes pelos samurais, cujo código proibia matar pelas costas, envenenar, agir furtivamente ou disfarçado.
Os samurais e os ninjas estavam em extremos opostos (o que não impediu que alguns samurais se tornassem ninjas secretamente), pois os samurais eram oriundos de famílias nobres e tradicionais e ligados aos senhores feudais aos quais deviam obediência, enquanto os ninjas eram pessoas comuns, a maioria camponeses, e deviam obediência apenas aos seus clãs. Assim como os samurais, os ninjas também pertenciam a um grupo familiar, eram treinados deste a infância nas artes militares e também obedeciam a um código de honra, porém bem mais flexível que o dos samurais.
A espada ninja era devidamente adaptada às necessidades do seu usuário. Ao contrário da espada samurai, possuía a lâmina reta e menor, permitindo um uso mais junto ao corpo. Era geralmente transportada presa às constas para deixar os dois braços livres para, por exemplo, permitir escaladas com a Kawanaga, ou gancho de agarre. Algumas escolas usavam bombas de fumaça para facilitar suas fugas. As shurikens, as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente.
Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi, que acrescentavam ao seu arsenal a arte da sedução, pois, além de seu treinamento normal junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento especial na arte da sedução, na arte da elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tesen (leque) com lâminas de metal. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político para obter, com maior facilidade, as informações secretas de que precisavam.
O que mais fascina nesses formidáveis guerreiros é o mistério milenar que os cercam. A crença em seus poderes sobrenaturais vinha de seu extraordinário domínio do ilusionismo. Se um ninja estava sendo perseguido ele podia usar uma "cortina" de fumaça para ocultar-se ou deixar um animal em seu lugar para que seus supersticiosos perseguidores pensassem que ele havia sumido ou se transformado naquele animal. Conta a lenda que um ninja quando percebeu que ia ser capturado matou um pequeno animal sem sangrá-lo, quebrando seu pescoço, e o ocultou em suas roupas. Quando foi capturado pediu para fazer o ritual de suicídio (harakiri). Autorizado a fazê-lo cortou a própria barriga que, naturalmente, sangrou muito. Após o ritual seu corpo foi abandonado e quando se viu sozinho o "morto" levantou e fugiu, pois o sangue era do animal que havia ocultado em sua roupa.

Introdução à Capoeira


Não sendo um dos principais estilos de luta, a Capoeira é ainda assim uma das que mais popularidade tem atingido nos quatro cantos do mundo. Na verdade, poderá até haver quem não considere a Capoeira como uma luta, e ainda menos uma arte marcial. Essa discussão nunca terá fim, mas a bem do consenso, podemos dizer sem qualquer dúvida que a Capoeira é, sobretudo, uma arte.

As Origens

As suas origens são também fruto de debate, mas a versão mais consensual é que terá tido origem como um meio de defesa dos escravos do Brasil no século XVI, dissimulado numa dança para que os seus proprietários não o identificassem. O que é garantido é que esses escravos, originários de vários locais em África, mantiveram as raízes da sua herança através de diversos costumes e rituais, e a Capoeira nasce de um conjunto de tradições ancestrais.
Algumas fontes referem a inspiração da dança ritual N’Golo, baseada nos movimentos de zebras; as lutas de galos são outra das fontes que poderão ter estado na origem da Capoeira. O que está comprovado é que foi no Brasil que nasceu a Capoeira – historicamente referenciada já no século XVIII (sendo decerto mais antiga) – por entre os grupos de escravos.
O uso como arte marcial e técnica de luta (e certamente a sua eficácia) levaram à sua proibição, com elevadas punições para os capoeiristas. No início do século XX a Capoeira encontrava-se ainda legalmente interditada, e foi por pouco que a arte não se extinguiu.
Aos poucos a perseguição foi-se esvaindo, e em 1932 é fundada a primeira academia oficial de Capoeira, pelas mãos de um dos maiores impulsionadores de sempre, o Mestre Bimba. Pouco depois, a sua iniciativa foi seguida pelo Mestre Pastinha, outro importante incitador, baseando-se numa abordagem mais tradicional. Assim nascia este fenómeno mundial e, ao mesmo tempo, as duas principais correntes de Capoeira.

As Duas Correntes

Capoeira Angola

A Capoeira Angola foi recuperada pelo Mestre Pastinha com a abertura da sua academia em 1941. Consiste na forma mais tradicional de Capoeira, altamente ritualista, remontando à herança tribal de África, e chega a ser considerada (sobretudo pelos seus praticantes) como a “verdadeira Capoeira”.

Capoeira Regional

A Capoeira Regional tem a sua origem no Mestre Bimba, que considerava que esta arte estava a perder progressivamente a sua componente de luta. Uma vez que se tratava de uma prática proibida, os capoeiristas remetiam-se à clandestinidade, sendo cada vez menores em número e sem comunicação entre si. O Mestre Bimba pretendeu lutar contra esta tendência, e começou a recuperar práticas e movimentos antigos, definiu uma filosofia e código próprios, e concebeu mesmo novos golpes. É a ele que se deve a criação da primeira academia de Capoeira do mundo, e com o seu activismo, é também considerado o principal impulsionador para a legalização, aceitação e valorização social e cultural deste património brasileiro. A Capoeira Regional é assim uma abordagem moderna de Capoeira, devidamente organizada e hierarquizada, e é de longe a corrente mais praticada não só no Brasil, mas também em todo o mundo.
Independentemente das diferenças entre estas duas correntes, mais filosóficas que práticas, ambas são praticadas num verdadeiro ritual, constituído por diferentes partes e componentes.
Em suma, a Capoeira é uma simulação de luta e não tanto uma luta efectiva. O “jogo” não tem como objectivo atingir o adversário, mas antes dar asas à liberdade de movimentos ofensivos e defensivos, através de diferentes golpes, reduzindo a margem de manobra do oponente. O capoeirista não precisa de atingir o adversário, basta colocá-lo numa posição em que não se consiga defender.
Mas o ritual é muito mais do que apenas esse jogo.

O Ritual

A Música

A música é parte essencial da Capoeira, sendo mesmo a sua velocidade que marca o ritmo dos movimentos dos capoeiristas. A roda de Capoeira integra uma bateria com vários instrumentos tradicionais brasileiros: ainda que a maioria seja de precursão, aquele que assume maior protagonismo é o berimbau. Os membros da roda acompanham a música com cantares típicos, por vezes semelhantes aos cantares de desafio, e todo este conjunto cria o ambiente único que apenas a Capoeira permite. A importância da música é tal que o Mestre Bimba afirmou mesmo que um verdadeiro capoeirista tem que saber lutar tanto como tocar e cantar!

A Roda

A roda de Capoeira é onde decorre a acção, criando um círculo no interior do qual se defrontam os capoeiristas. Os restantes elementos, sejam adversários à espera da sua vez, sejam os músicos, seja mesmo o público em geral, criam um círculo com uma média de 5 metros de diâmetro.

O Jogo

O jogo em si é o confronto entre os dois praticantes. Como foi referido, esta “luta” não implica, na generalidade, contacto físico, mas antes uma demonstração das capacidades. Cada ataque fica-se pela ameaça, sendo que antes de ser concretizado já o adversário terá efectuado uma manobra defensiva que o evitaria. A sucessão de movimentos gera uma verdadeira dança metafórica (ou mesmo no sentido literal da palavra), com gestos elegantes, ágeis e acrobáticos, recorrendo com frequência a saltos mortais e outras manobras igualmente aparatosas.
  • Ginga
    A Ginga é o movimento base de Capoeira, e ao mesmo tempo o mais célebre. Consiste numa “dança” de pés triangulares, balançando os braços ao ritmo do corpo, que servirá também de preparação para os movimentos. É verdadeiramente inconfundível: quando vir alguém a fazê-lo, saberá instantaneamente que está na presença de um capoeirista!
  • Ataques
    Os movimentos ofensivos utilizam maioritariamente as pernas, com ataques de pés e joelhos. Os cotovelos são também utilizados com alguma regularidade, ao passo que murros e outros golpes de mãos não são utilizados em Capoeira. Um golpe também utilizado com frequência é a cabeçada!
  • Defesa
    A defesa consiste na grande maioria no recurso a manobras evasivas, e eventualmente, contra-ataques. Daí que a Capoeira possa ser vista como um jogo de movimentações, em que se considera que o atacante teve sucesso quando efectuou manobras tais que deixou o adversário sem escape possível.
  • Volta ao Mundo
    Quando uma manobra é concluída (como na situação anteriormente descrita) ou na eventualidade de qualquer outra interrupção do ritmo do jogo, os dois capoeiristas afastam-se e circulam calmamente pelos limites da roda, dando a “volta ao mundo”.
Na generalidade, estes são os “episódios” do ritual de um jogo de Capoeira, havendo depois pormenores e especificidades quer na Capoeira Regional, quer na Angola.

A Capoeira… À Volta do Mundo!

Com o passar dos anos, a Capoeira tem-se espalhado um pouco por todo o mundo, sendo cada vez mais popular em países como Japão e Estados Unidos. Apesar de haver hoje uma enorme pluralidade cultural, social e étnica por entre os capoeiristas, os mestres são geralmente brasileiros, o que assegura a manutenção das origens desta arte.
Uma arte, que marcial ou não, é um símbolo máximo da herança cultural de um povo, com o mesmo peso que terá o Karaté para o Japão ou o Taekwondo para a Coreia. Tanto o é que a Capoeira foi recentemente declarada Património Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, depois de em 1985 se ter declarado o dia 3 de Agosto como o Dia do Capoeirista.

Vídeo de demonstração

Introdução ao Judo


Tendo como símbolo a flor de cerejeira, em japonês judo significa “caminho suave”. Esta modalidade desportiva e arte marcial é, no entanto, mais do que isso. Segue uma filosofia de vida cujo principal objectivo é fortalecer, de forma integral, o corpo, a mente e o espírito.

Raízes japonesas

A história do judo remonta ao final do século XIX e tem como mentor o japonês Jigoro Kano que quis incutir, na antiga arte marcial “jujutsu”, uma vertente pedagógica e social. Apesar de altamente contestado na altura, não baixou os braços até tornar o judo num desporto completo e padronizado, assente numa forte base filosófica. Uma disciplina reinventada que o Mestre Jigoro Kano soube adaptar aos tempos e ao homem moderno, sem perder as raízes e os valores mais tradicionais.

O conceito prático

O judo é uma arte marcial e um desporto de luta que coloca frente a frente duas pessoas (os atletas são divididos conforme o seu peso), sendo o principal objectivo de um dos praticantes, derrubar, imobilizar ou fazer render o seu adversário. Com características bastante competitivas, o judo é composto por várias técnicas e movimentos.

O judo no mundo

O sucesso da disciplina pode explicar-se de várias formas: é a única modalidade desportiva não ocidental que ainda hoje é praticada em todo o mundo; aliás, é a arte marcial mais popular, praticada por mais de 13 milhões de pessoas, em mais de uma centena de países. O judo é considerado o 8º desporto mais popular do mundo. A Federação Internacional de Judo (International Judo Federation) congrega 5 federações em torno do mesmo ideal – African Judo Union (AJU), Pan-American Judo Union (PJU), Judo Union of Asia (JUA), European Judo Union (EJU), Oceania Judo Union (OJU).

O judo em Portugal

Criada em 1959, a Federação Portuguesa de Judo é a responsável pela gestão das competições a nível nacional e quem representa o país em contactos com as restantes federações internacionais. Com 400 clubes inscritos e provenientes de 18 regiões de Portugal, são mais de 12 mil os portugueses que praticam judo. Os atletas que praticam a modalidade são conhecidos como “judocas” e o local onde efectuam os treinos chama-se “dojo”. Muito mais do que um simples ginásio, este espaço é um local de aprendizagem e de estudo. Os professores ou instrutores de judo são conhecidos como “sensei”, que significa “antes” (“sen”) e “vida” (“sei”), ou seja, “alguém que te procedeu”. Tradicionalmente, apenas os instrutores que tivessem atingido o escalão “4º dan” e acima deste é que podiam utilizar este título. Hoje, o termo foi generalizado, sendo aplicado a qualquer professor. As dezenas de clubes e ginásios que oferecem a prática do judo em Portugal fazem-no a preços extremamente apelativos: 2 aulas semanais podem custar entre €15/mês (para crianças) e €30/mês (para adultos).

Equipamento

Vestidos a rigor, os judocas envergam um fato de judo ou “judogi” que, apesar de na maioria das vezes ser branco, também pode ser azul (esta cor é mais utilizada em provas oficiais para facilitar as arbitragens). Composto por uma camisola tipo kimono e calças com cordão e/ou elástico, por norma, os “judogis” são confeccionados em algodão e com as costuras reforçadas, para uma resistência e durabilidade maior. Os modelos de treino têm um custo que pode ir dos €22 (tamanho infantil) aos €45 (tamanho adulto XL), sendo os modelos de competição mais caros, com valores a rondar entre os €90 e os €110. A peça chave do “judogi” é, no entanto, o seu cinto, que pode ser uma de várias cores, dependendo do escalão já atingido pelo judoca. A modalidade é praticada com ambos os atletas descalços, em cima de um tapete próprio.

Benefícios reconhecidos

Podendo ser praticado por crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, tanto a Organização Mundial de Saúde como a UNESCO recomendam o judo como um dos desportos mais completos. A sua aprendizagem é aconselhada desde a infância, precisamente devido ao desenvolvimento físico, intelectual e social que o judo proporciona. Alguns dos benefícios mais frequentemente apontados são: disciplina, controle muscular, melhoramento dos reflexos, desenvolvimento do raciocínio e da concentração, equilíbrio mental, aumento da autoconfiança e auto-estima, estimula a competição sadia, respeito pelos companheiros e incentiva uma convivência saudável em todos os ambientes sociais do atleta. Esta arte marcial é excelente para crianças tímidas – ajuda-as a estabelecer e manter ligações com os restantes colegas – e para crianças hiperactivas ou agressivas – é uma excelente forma de canalizarem as suas energias.

1º no Ranking Mundial 2007

Seniores Masculinos:
  • - 60 kg: Hovhannes Davtyan (Arménia)
  • - 66 kg: Yordanis Arencibia (Cuba)
  • - 73 kg: Salamu Mezhidov (Rússia)
  • - 81 kg: Young Woo Kwon (Coreia)
  • - 90 kg: Ilias Nikolaos Iliadis (Grécia)
  • - 100 kg: Daniel Hadfi (Hungria)
  • + 100 kg: Tamerlan Tmenov (Rússia)
Seniores Femininos:
  • - 48 kg: Alina Dumitru (Roménia)
  • - 52 kg: Telma Monteiro (Portugal)
  • - 57 kg: Isabel Fernandez (Espanha)
  • - 63 kg: Urska Zolnir (Eslovénia)
  • - 70 kg: Leire Iglésias (Espanha)
  • + 70 kg: Edinancy Silva (Brasil)
  • + 78 kg: Ivis Duena Alonso (Cuba)

1º no Ranking Nacional 2007

Seniores Masculinos:
  • - 60 kg: João Cardoso (Sport Algés e Dafundo)
  • - 66 kg: Diogo César (CCD Judo Clube de Lisboa)
  • - 73 kg: Vladimir Oleinic (Associação Cristã da Mocidade – Torres Novas)
  • - 81 kg: Pedro Godinho (CCD Pragal / Almada)
  • - 90 kg: Renato Morais (CCD Pragal / Almada)
  • - 100 kg: António Silva (Universidade Lusófona Humanidades e Tecnologias)
  • + 100 kg: Hugo Ângelo (Associação Cristã da Mocidade – Torres Novas)
Seniores Femininos:
  • - 48 kg: Ana Hormigo (Academia de Judo de Castelo Branco)
  • - 52 kg: Telma Monteiro (CCD Construções Norte-Sul)
  • - 57 kg: Teresa Mirado (CCD Construções Norte-Sul)
  • - 63 kg: Andreia Cavalleri (Sport Algés e Dafundo)
  • - 70 kg: Ana Cachola (Judo Clube do Algarve)
  • + 70 kg: Yahima Ramirez (Casa do Povo de Rio Maior)

Vídeo de demonstração

A Filosofia do Taekwondo


O Taekwondo é das artes marciais mais apreciadas do mundo e, também, um dos poucos desportos de luta a ser uma modalidade olímpica – apenas judo, boxe e luta livre gozam igualmente desse estatuto. Juntando a isto o facto de ser um desporto nacional e a arte marcial mais praticada no mundo, depressa nos apercebemos de que estamos perante um fenómeno, com uma popularidade crescente a cada dia que passa.
Mas sendo o Taekwondo uma arte marcial que, visualmente, é semelhante a outras, o que a distingue então das outras, e sobretudo, o que explica esta enorme popularidade? Para encontrar a resposta a esta questão, temos que começar por compreender o que é, afinal, o Taekwondo.
Os mestres desta arte marcial começaram sempre por dizer que o Taekwondo é, sobretudo, uma forma de vida. Muito mais do que a sua componente prática, o Taekwondo incorpora uma filosofia e uma maneira de ser e estar perante o quotidiano e as dificuldades com que nos deparamos diariamente. Um dos conceitos chave é o Hongik-Ingan, que significa “bem-estar de toda a humanidade”. É nessa ideia que se baseia a filosofia desta arte marcial: transformada em objectivo, os praticantes procuram atingi-lo através da união espiritual da tríade “corpo-mente-vida”.
No sentido mais prático, o Taekwondo é um instrumento de defesa e resposta perante “ataques”, não apenas físicos, mas também simbólicos – as dificuldades e adversidades que o quotidiano nos coloca. O termo é composto pelas palavras “Tae”, “Kwon” e “Do”, cada uma delas com vários significados, semelhantes entre si, mas que permitirão uma interpretação mais lata do conceito. “Tae” pode significar “pernas”, “pés” ou mesmo “pisar” (ou “manter-se em”); “kwon” pode ser interpretado como “punho” ou “lutar”; e “do” entende-se como “caminho” ou “disciplina”.
A interpretação mais comum traduz o conceito como “disciplina de pés e punhos”, mas percebemos assim que Taekwondo poderá ter um significado bastante mais profundo, em vez de remeter directamente para o sentido do confronto físico.
A filosofia do Taekwondo é, em grande parte, baseada nas tradições ancestrais do povo coreano, o Han, que ao longo dos séculos foram servindo de base a toda a cultura nacional e assumem ainda hoje um papel vital na identidade nacional.
Em parte, isto reflecte-se no Poomsae, que consiste em diversos movimentos coreografados e pré-definidos, através do qual é exercitado não só o físico, mas sobretudo a mente e o espírito. Assemelha-se, visualmente, a um combate contra um adversário imaginário (ou vários), mas a sua razão de ser prende-se mais com motivações espirituais do que de treino de combate efectivo – ainda que seja essa a sua aplicação prática.
No total são perto de duas dezenas de movimentos que exprimem, pela harmonia dos golpes ensaiados, elementos culturais, históricos, espirituais e religiosos dos Han.
É o caso por exemplo do Keumgang, cujo termo significa “diamante” e é o nome da mais bela montanha coreana e do símbolo do guerreiro supremo (nomeado por Buda): este Poomsae representa a dureza aliada à beleza, através de movimentos e golpes poderosos. Koryo é uma Poomsae baseada na dinastia coreana com o mesmo nome, que derrotou os invasores da Mongólia, e cujo legado é transposto para esta coreografia que representa, desta forma, a força e o espírito dos antepassados vitoriosos.
As Poomsae encontram-se hierarquizadas, com crescentes graus de dificuldade, acompanhando o grau de perícia do praticante: os oito primeiros Poomsae iniciais são os Taegeuk, fortemente inspirados em elementos naturais e religiosos, e o mais avançado é Ilyo, que incorpora a expressão máxima das artes marciais, o nível supremo de concentração e abstracção do mundo exterior.
Pode observar neste endereço uma apresentação (com vídeo) de cada um dos vários Poomsaes, assim como a descrição da sequência de movimentos de cada um.
Os Poomsaes são assim a expressão física e prática da filosofia do Taekwondo, e têm uma importância tal que são organizados com regularidade várias competições que avaliam a sua correcta elaboração. Tendo isto em conta é fácil perceber que o Taekwondo é muito mais do que a luta, sendo essa apenas a ponta de um iceberg imenso e profundo, que espelha na forma da arte marcial a cultura milenar coreana. Talvez por isso seja o desporto nacional desse povo.

Krav Maga


O Krav Maga é uma das artes marciais que mais se tem evidenciado nos últimos anos. Conheça o que é o Krav Maga, a sua história e filosofia e aprenda a defender-se já!

O que é o Krav Maga?

O Krav Maga é uma arte marcial de origem Israelita e consiste num método de combate corporal (full contact) muito assertivo e eficaz. Trata-se de uma forma de luta e defesa pessoal que tem como objetivo principal a salvaguarda de interesses e a defesa da honra de todos os seus praticantes.
É, atualmente, o método de autodefesa mais eficiente do mundo e dirige-se a todas as pessoas que querem aprender a defender-se de ataques individuais ou em grupo (com ou sem armas de ataque). A sua prática envolve técnicas próprias de luta e a realização de torções, pontapés e punhos certeiros em locais específicos do corpo do adversário. Por outro lado, os praticantes trabalham a sua autoconfiança e tornam-se pessoas mais ágeis e flexíveis.

No Krav Maga não existe regulamentação e é por isso que todos os golpes são permitidos, com o intuito de lidar com e ultrapassar qualquer tipo de situação de perigo.
O termo Krav Maga é uma palavra que deriva da junção de duas palavras: “Krav” que designa combate e “Maga” que significa contacto. Dessa forma, o Krav Maga é uma arte marcial de combate de contacto e foi um dos segredos mais bem guardados na história do Estado Israelita.

A História do Krav Maga

O Krav Maga nasceu da necessidade do povo Israelita se defender das Milícias Anti-semitas durante os anos 30 e na 2ª Guerra Mundial. O seu aparecimento deve-se aos contributos do boxeur Imi Lichtenfeld que fez uso da sua formação profissional e dos seus conhecimentos de Jujutsu e Judo para defender o quarteirão judeu onde viveu durante o período de guerra que afetou a cidade de Bratislava.
Mais tarde, durante a Guerra da formação do Estado Israelita, Imi Lichtenfeld teve a responsabilidade de formar tropas, no entanto, tinha de o fazer num curto espaço de tempo. O boxeur começou assim a treinar e a especializar as tropas nos combates corpo a corpo e a desenvolver técnicas que ficaram conhecidas como Krav Maga.

Durante este período conturbado, o Ministério da Educação de Israel, promoveu o ensino do Krav Maga nas escolas e esta passou a ser uma disciplina obrigatória na recruta das Forças de Defesa Israelitas (IDF).
Atualmente, em todo o mundo, inúmeras forças militares de segurança pública e privada, treinam o Krav Maga, devido à facilidade de movimentos e rapidez de aprendizagem, mas principalmente porque é uma arte marcial que dá resposta às necessidades dos operacionais. Alguns exemplos de agências de segurança que praticam o Krav Maga são: CIA, FBI, SWAT (Estados Unidos da América); GIGN (França); GOE, PJE (Portugal) e todas as Forças Israelitas.

A filosofia do Krav Maga

O Krav Maga foi criado para ser utilizado como um meio de combate e de defesa pessoal. Contudo, isso não significa que seja só utilizado por forças militares de segurança pública e privada, pois todo e qualquer cidadão necessita de segurança e proteção. Atualmente existem vários tipos de violência, desde assaltos, raptos, violações e uma série de acontecimentos que colocam em causa a integridade física de uma pessoa e cabe a cada um em particular saber defender-se e estar o melhor preparado possível. Esta é a filosofia desta arte marcial, pois ela tenta neutralizar todas as ameaças e visa proteger a sobrevivência dos seus praticantes.

As características principais do Krav Maga

O Krav Maga é uma arte marcial com características únicas que a distingue em relação às demais. As características mais importantes são as seguintes:
  • É uma arte marcial baseada em instintos e reflexos naturais. Todos os praticantes devem ter a consciência dos riscos e, como tal, devem ter uma preparação física e mental adequada.
  • O Krav Maga atua no limite do erro humano e, em caso de confronto, todos os praticantes devem esperar pelo melhor momento para atacar e/ou desarmar o adversário, caso exista essa necessidade.
  • Para a prática correta desta modalidade, é necessário desenvolver um enorme poder de resposta com movimentos precisos e aplicá-los sempre com a máxima força. É por isso que muitas das técnicas utilizadas no Krav Maga são partilhadas por outras artes de combate como o Boxe, Muay Thai, Vale Tudo, entre outros.
  • Ensina a forma como deve utilizar o seu corpo, para que aprenda a esquivar-se dos golpes dos adversários e para o atacar com a máxima eficácia.
  • O Krav Maga usa sempre os mesmos princípios: simplicidade, rapidez e eficácia, desde a técnica mais básica até à mais avançada. A sua capacidade de desarme, anulação da ameaça e sobrevivência são os conceitos principais que são trabalhados nesta arte marcial que atrai cada vez mais praticantes em todo o mundo.

O que é Savate ou boxe francês


O Savate ou boxe francês é um desporto de combate que foi evoluindo ao longo dos tempos. Conheça um pouco mais acerca do Savate ou boxe francês e a sua história e dedique-se à prática de uma das artes marciais mais dinâmicas e eficazes.

O que é o Savate ou boxe francês?

O Savate ou boxe francês é uma arte marcial francesa que utiliza somente as mãos e os pés como armas de combate, ao contrário do Muay Thai que também utiliza os cotovelos e os joelhos. Trata-se de uma forma de luta que tem como objetivo principal a defesa pessoal e, em competição, procura deixar os adversários fora de combate. Para ser um bom praticante de Savate é necessário ter uma grande flexibilidade, preparação física e disciplina mental. Esta é uma modalidade muito exigente e envolve uma enorme interação de movimentos de braços (boxe) e pernas (kickboxing) sendo, por isso, considerado um estilo muito dinâmico e eficaz. Os melhores savateurs (praticantes de savate do sexo masculino) ou savateuses (praticantes de savate do sexo feminino) são os desportistas que conseguem ter uma enorme resistência e que apresentam um jogo de mãos e de pernas muito bem sincronizado.

O Savate é uma palavra francesa que significa “sapato velho” e essa denominação está relacionada com o facto de ser o único estilo de kickboxing onde os seus praticantes utilizam uns ténis específicos.

A história do Savate ou boxe francês

O Savate ou o boxe francês teve a sua origem em França no século XVIII. Começou por ser um tipo de luta de rua e era muito frequente encontrar combates em Paris e no Norte de França. No Sul, especialmente no porto de Marselha, os marinheiros também desenvolveram um estilo de luta que envolvia pontapés altos e estaladas com a mão aberta, o que contribuiu para o desenvolvimento da modalidade. No início, o Savate equiparava-se à Capoeira, onde as mãos eram utilizadas apenas como meio de defesa e o ataque estava entregue aos pés e aos danos que estes poderiam causar. Ao contrário dos ingleses, que utilizam apenas os punhos como arma de combate e os pés para se aproximar ou afastar dos adversários.

O Savate no século XIX

A partir do século XIX, o Savate recebeu novas influências, como a de Michel Casseux, que escreveu a "Teoria do Savate" e categorizou 15 novas formas de técnicas de pés. Estas modificações, fizeram com que o desporto se tornasse ainda mais popular entre as massas e também nas classes superiores, derrubando a ideia de que este era apenas um desporto praticado por marginais.
Em 1845, o melhor aluno de Casseux, Charkes Lecour, enfrenta um lutador de boxe inglês chamado Owen Swift, confrontando-se assim o Savate francês com o Boxe inglês. Deste duelo, assistiu-se a uma vitória clara do boxe inglês e começou-se a utilizar as mãos no Savate, igualmente como meio de ataque, daí o motivo de também ser conhecido como boxe francês.
No início do século XX, o Savate era já um desporto muito conhecido no continente europeu e a sua inclusão nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, como um desporto de exibição, fez com que esta arte marcial ficasse popular em todo o mundo.

O desporto Savate na atualidade

Atualmente, o Savate ou boxe francês é praticado em toda a parte e tem milhares de praticantes e admiradores. A sua prática divide-se em 3 níveis de competição:
  1. Assalto: Esta é uma competição onde o contacto físico é ilimitado, assim como no Karaté. O combate é avaliado segundo a técnica dos concorrentes, a precisão dos seus golpes e o controlo apropriado. Este é um nível onde o risco de lesões é menor e vence o combate quem tiver mais pontos;
  2. Pré-contacto: Esta competição autoriza o contacto físco entre os praticantes, no entanto, ambos utilizam equipamento de proteção como capacetes, braçadeiras e caneleiras;
  3. Contacto: É uma competição full contact onde não é utilizado qualquer tipo de equipamento de proteção por parte dos praticantes, à exceção de uma proteção bocal e de virilhas. Nesta competição, todos os golpes são aceites e o objetivo principal passa por deixar os adversários fora de combate (KO técnico).

A prática das artes marciais e do desporto


O desporto e as artes marciais são duas formas de conhecimento que apresentam algumas diferenças na sua essência. Saiba quais são as principais diferenças entre desporto e artes marciais e conheça os objetivos e as motivações de cada um.

A prática das artes marciais e do desporto

Inicialmente, a prática das artes marciais passava pela aquisição dos melhores métodos de combate para serem utilizados em pleno campo de batalha e era também uma forma de autodefesa contra militares, assassinos ou ladrões.
No início do século XX, as artes marciais mudaram radicalmente os seus fundamentos e passaram a ter uma presença mais espiritual e introspetiva na mente de todos os seus praticantes.
O termo “Do” que está presente em várias disciplinas marciais, como o Judo, Karate-Do, Taekwondo, Aikido, Kendo, entre outras, significa arte e método e é por isso que todas as modalidades marciais são uma referência no desporto mundial, pois cultivam a ordem e um método de ensino disciplinado dos seus elementos.
Por outro lado, a prática do desporto tem como objetivo último a competição entre os seus praticantes. Trata-se de uma filosofia que tem como intenção o trabalhar das capacidades e habilidades individuais, de modo a que a vitória seja sempre alcançada da forma mais justa e honesta possível.

As principais diferenças entre o desporto e as artes marciais

Existem várias diferenças que afastam o desporto das artes marciais. Das mais importantes, evidenciam-se as seguintes:

Os objetivos

Um dos objetivos das artes marciais passa por aprender/praticar as técnicas e as habilidades de combate necessárias para que a preparação e a defesa pessoal nunca fiquem comprometidas. A sua finalidade revela todo um caminho que um praticante deve percorrer, pois é essa a maneira correta de melhorar a sua condição física e espiritual.

Por outro lado, no desporto, um dos objetivos principais passa pela realização de todo o tipo de treinos, de modo a conseguirem vencer os outros praticantes. A vitória é um dos objetivos máximos a conquistar.

As regras

Atualmente, as artes marciais e o desporto estão interligados entre si pelas regras desportivas que os seus praticantes seguem e respeitam. Elas são definidas para a segurança de todos e é por isso que as competições são divididas por sexo, idade, peso e classes, de modo a que sejam o mais equilibradas possível. Por exemplo, a competição de Taekwondo não permite que sejam aplicados socos na cabeça, assim como outras artes marciais têm medidas específicas que visam proteger a integridade física dos seus praticantes.
No entanto, a existência das regras distingue um combate de competição de uma luta pela própria vida. A prática do desporto é justa e equilibrada, contudo, quando se trata de lutar pela vida, a justiça deixa de ter um valor absoluto e todos querem ter uma vantagem em relação aos demais. Quando se trata da defesa pessoal, a ameaça não surge necessariamente do mesmo sexo, peso ou classe e as artes marciais aqui são treinadas para serem aplicadas como medidas de prevenção contra todos. As artes marciais trabalham a sobrevivência e estão dispostas a cumprir as “regras de rua”, isto é a inexistência de regras, ao passo que no desporto, existem regras que todos têm obrigatoriamente de cumprir.
Assim sendo, as artes marciais incluem vários exercícios que se destinam a manter a segurança de todos os indivíduos, mas é sempre uma simulação de um combate real. Por conseguinte, o desporto permite que um praticante tire o melhor proveito das regras, sem nunca ter de se preocupar com o que poderia acontecer se estas fossem diferentes.

A formação moral

Um dos métodos principais das artes marciais passa pelo desenvolvimento das capacidades físicas de um praticante e um bom treino inclui o respeito, a honra, a integridade e o cumprimento do código de ética e moral dessa modalidade.
Por exemplo, no código moral de ética do Aikido, surge a ideia de que esta modalidade é apenas para ser utilizada como autodefesa e essa é uma máxima seguida e respeitada por todos.
O desporto nem sempre respeita a formação moral nas suas modalidades, ao passo que as artes marciais fazem-no por natureza.

A seleção dos praticantes

No desporto, se alguém quiser entrar como titular numa determinada equipa, é preciso que seja escolhido para começar a jogar com os demais. Nas artes marciais, se alguém tiver vontade e interesse começa logo a “jogar” e a aprender com os outros, sem necessitar de ser selecionado, pois todos têm as mesmas oportunidades.
As artes marciais refletem assim a existência de várias comunidades, onde os mais fracos são fortalecidos e não se escolhem apenas os melhores ou os mais aptos. No final, fortes ou fracos, são todos glorificados.

As classificações

A classificação geral no desporto é um ranking onde se contabiliza o número de vitórias e derrotas dos praticantes. Quantas mais vitórias tiverem, melhores desportistas serão. Nas artes marciais, a classificação geral está relacionada com o tempo, crescimento e desenvolvimento de cada um, pois a aprendizagem de uma arte marcial envolve uma longa caminhada e o cumprir de uma sucessão de etapas.

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