O criador do site WikiLeaks, conhecido por revelar documentos secretos, Julian Assange, disse que vai receber o correspondente a R$ 2,6 milhões para publicar sua autobiografia. A declaração foi feita durante uma entrevista ao jornal "Sunday Times", publicada neste domingo.
Segundo ele, o valor o ajudará a se defender das acusações de abuso sexual que teria cometido na Suécia.
"Eu não queria escrever este livro, mas tenho que fazê-lo", disse. "Já gastei 200 mil libras em despesas legais e preciso me defender, além de manter o WikiLeaks vivo", completou.
Julian Assange está em liberdade condicional no Reino Unido e pode ser extraditado para os Estados Unidos. Sobre isso, Assange já havia dito que poderia "morrer na prisão", caso fosse para um presídio norte-americano.
A Apple se juntou ao crescente grupo de empresas norte-americanas que cortaram relações com o WikiLeaks, ao retirar de sua loja online um aplicativo que dava ao usuários acesso ao controverso conteúdo do site e de seu perfil no Twitter por violação de normas de uso. "Removemos o aplicativo do WikiLeaks de nossa App Store porque ele viola nossas normas para desenvolvedores", disse a Apple em comunicado nesta quarta-feira. "Os aplicativos devem cumprir leis locais e não podem colocar indivíduos ou um grupo em perigo." Nas últimas semanas, diversas companhias como Amazon.com e Bank of America deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks, que incitou a ira do governo dos Estados Unidos ao divulgar milhares de documentos confidenciais norte-americanos. Ciberativistas têm reagido contra companhias consideradas inimigas do WikiLeaks, atacando sites com o da operadora de cartões Visa. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi solto da prisão sob fiança na semana passada no Reino Unido, e luta para evitar sua extradição para a Suécia, onde responde a acusações de crime sexual. O advogado-geral dos EUA, Eric Holder, disse que considera usar o Ato de Espionagem, além de outras leis, para processar os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidencias pelo WikiLeaks. Sob a legislação, é ilegal obter informações sobre defesa nacional com a intenção de prejudicar os EUA.
Neste sábado, dia de Natal, comemorou-se um outro aniversário também importante: são os 20 anos do nascimento da web, com a apresentação do primeiro browser. Embora o projeto da World Wide Web tenha sido concebido em 1989 por Tim Bernes-Lee, foi no dia 25 de dezembro de 1990 que o primeiro navegador foi oficialmente demonstrado. Inicialmente chamado simplesmente de WorldWideWeb (sem espaços entre as palavras), o aplicativo foi depois renomeado para "Nexus" a fim de evitar a confusão entre a rede de servidores e páginas e o software usado para navegar nela. Este primeiro navegador funcionava em duas vias, permitindo ao usuário não somente ler como também editar as páginas da recém-nascida web. E o Nexus não era um editor qualquer, mas sim um sistema WYSIWYG (what you see is what you get) que dispensava o usuário/editor de mexer no código HTML. Para usar as expressões da moda, pode-se dizer que a web já nasceu web 2.0, com os usuários tendo o poder de alterar documentos que visitavam direto do navegador. Esta interatividade toda não durou muito, pois ao serem levados do NeXTStep para sistemas operacionais mais populares, como Windows e Mac, os navegadores web perderam a capacidade de edição das páginas e se tornaram ferramentas mais passivas. Isto se deve, segundo o próprio Bernes-Lee, às facilidades presentes na programação do NeXTStep (e do Unix, família da qual o NeXTStep faz parte) mas não em outros sistemas. Uma outra consequência desta disparidade foi o tempo de dois meses para o desenvolvimento do WorldWideWeb, enquanto navegadores similares demoraram um ano para serem programados em outras plataformas. Outras curiosidades sobre o WorldWideWeb/Nexus podem ser lidas direto no site de Tim Bernes-Lee, no atalho j.mp/e06hCM. Quem tiver mais curiosidade e tempo para leitura pode ler a história completa da web contada pelo seu criador em j.mp/hyfRpy.
O Google anunciou nesta quarta-feira no blog oficial do Orkut a inclusão de uma nova ferramenta que aumenta as possibilidades da rede social. Agora todos os usuários podem realizar cortes, aplicar efeitos e molduras em suas fotografias favoritas através do Picnik, um editor de imagens totalmente online. Para usar o novo recurso, basta preencher dois pré-requisitos: optar pela interface mais recente do Orkut e possuir um álbum de fotos com menos de 100 imagens. Em seguida, basta entrar em qualquer um seus álbuns, selecionar a imagem que deseja editar e clicar sobre a opção "editar com o Picnik", localizada no canto direito superior da tela. Em seguida, basta selecionar uma das opções disponíveis na parte superior da tela para começar a realizar os cortes e adição de efeitos. Com uma interface totalmente em português, o Picnik se mostra uma forma fácil de aplicar retoques simples em fotografias, dispensando a utilização de um software especializado. A única limitação fica por conta de determinadas funções, que exigem uma licença Premium para serem acessadas. Porém, estas são em número reduzido e não devem atrapalhar quem tem como único objetivo melhorar um pouco a forma como suas fotografias são compartilhadas. Depois de terminar de aplicar as modificações desejadas, um clique em "Salvar no meu álbum" encerra a edição. A imagem é publicada automaticamente no mesmo álbum da foto de origem, além de aparecer na lista de atualizações do usuário.
A bela cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, voltou suas atenções para o MMA no dia 22 de dezembro, com o WFC Pretorian Trials. Com sete combates de MMA, o destaque da festa ficou por conta do atleta local Alexandre Pantoja, que precixou de apenas 83 segundos para nocautear Samuel Souza. Pedro Nobre, da BTT, e Jair Sorriso também venceram por nocaute no primeiro round, e Felipe Mongo encerrou sua luta na primeira parcial, com um arm-lock.
RESULTADOS COMPLETOS:
WFC Pretorian Trials
Arraial do Cabo, Rio de Janeiro
Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
- Otto Rodrigues finalizou George Silva com uma guilhotina no 2R;
- Bruno “Crocop” Lobato nocauteou Bruno Pessanha no 1R;
- Pedro Nobre nocauteou Tiago Henrique no 1R;
- José Rodolfo derrotou Ailton “Fireman” na decisão dividida dos juízes;
- Felipe “Mongo” Arinelli finalizou Willian “Bacalhau” com um arm-lock no 2R;
- Jair Sorriso nocauteou Eli Régis no 1R;
- Alexandre Pantoja derrotou Samuel Souza por nocaute técnico no 1R.
O veterano Ricco Rodriguez, que conquistou o título dos pesados do UFC na edição 39, sobre Randy Couture, quer voltar ao maior evento do mundo. Com 10 vitórias conquistadas nos últimos 14 meses, Ricco manifestou o desejo de uma nova luta contra Rodrigo Minotauro, que o bateu no Pride, em 2003.
“Quero poder encerrar a minha carreira no UFC. Muitos querem me ver lutar com Randy Couture, possivelmente Frank Mir, mas a maioria quer me ver contra (Minotauro) Nogueira. Eu o bati no Japão, mas como não era permitido dar cotoveladas, eu perdi na decisão. Muitos fãs querem ver como terminará essa luta, com grades e cotoveladas”, pede Rodriguez. Será que o Ultimate aceitará o pedido do seu ex-campeão?
O Hapkido é uma arte marcial coreana que engloba técnicas com diversas armas como bastões, espadas, bengalas, facas, leques, além de ensinar seus praticantes a defesa pessoal com praticamente qualquer objeto. Suas técnicas, além de movimentos circulares, abrangem chutes, socos, arremessos, imobilizações no solo, e tantas outras. A palavra coreana Hapkido é a combinação de três palavras: "Hap", harmonia; "Ki", poder ou energia; e "Do", caminho, método. Portanto Hapkido é "o caminho harmonioso do poder". O fundador do Hapkido parece ter sido YOUNG SUL CHOI, nos anos 50, que aprendeu o Daito-ryu Aikijujutsu no Japão e acrescentou algumas técnicas coreanas como os chutes do Taekwondo e técnicas de Yudo (Judô). Com o passar do tempo esta arte foi se desenvolvendo e se transformando no Hapkido moderno.
Qual a relação entre o Hapkido coreano e o Aikido japonês? Ambas tiveram a influência de uma mesma arte marcial japonesa, o Daito-ryu Aikijujutsu, que enfatiza torções, chaves, projeções, quedas e imobilizações. Além disso os fundadores do Hapkido e do Aikido treinaram com o mesmo mestre. Por isso apresentam algumas semelhanças. Mas, ao contrário do Aikido, o Hapkido também possui técnicas traumatizantes, como socos e chutes. O Hapkido é uma arte marcial coreana que engloba técnicas com diversas armas como bastões, espadas, bengalas, facas, leques, além de ensinar seus praticantes a defesa pessoal com praticamente qualquer objeto. Suas técnicas, além de movimentos circulares, abrangem chutes, socos, arremessos, imobilizações no solo, e tantas outras. A palavra coreana Hapkido é a combinação de três palavras: "Hap", harmonia; "Ki", poder ou energia; e "Do", caminho, método. Portanto Hapkido é "o caminho harmonioso do poder". O fundador do Hapkido parece ter sido YOUNG SUL CHOI, nos anos 50, que aprendeu o Daito-ryu Aikijujutsu no Japão e acrescentou algumas técnicas coreanas como os chutes do Taekwondo e técnicas de Yudo (Judô). Com o passar do tempo esta arte foi se desenvolvendo e se transformando no Hapkido moderno.
Qual a relação entre o Hapkido coreano e o Aikido japonês? Ambas tiveram a influência de uma mesma arte marcial japonesa, o Daito-ryu Aikijujutsu, que enfatiza torções, chaves, projeções, quedas e imobilizações. Além disso os fundadores do Hapkido e do Aikido treinaram com o mesmo mestre. Por isso apresentam algumas semelhanças. Mas, ao contrário do Aikido, o Hapkido também possui técnicas traumatizantes, como socos e chutes.
Os ninjas eram antigos guerreiros que usavam táticas de guerrilha e treinavam inúmeras técnicas: a arte da invisibilidade (camuflagem), luta desarmada e armada, pressão de pontos vitais, técnicas especiais de fuga, caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta na água, envenenamento, hipnose, etc. Os ninjas também estudavam técnicas de dramatização e disfarces para se passar por outras pessoas. A lendária figura do mascarado todo vestido de roupa escura era apenas um de seus trajes, apropriado para determinadas missões noturnas onde não devia ser visto. Segundo algumas fontes, o uniforme ninja era, na verdade, azul marinho, marrom escuro ou outras tonalidades escuras, o preto não era usado já que não é uma boa camuflagem na escuridão. Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, samurais, etc., para facilitar o trabalho como espião. A origem do guerreiro ninja ou Shinobi está envolta em lendas e mitos antigos que afirmavam que eles descendiam do Tengu, o pássaro-demônio da mitologia japonesa. Na verdade os ninjas surgiram durante o feudalismo japonês devido à perseguição aos budistas por parte do governo. Contrários ao novo sistema de governo e para poder seguir praticando sua religião alguns monges guerreiros se instalaram nas montanhas inóspitas das antigas províncias de Iga e Koga. Organizados em bandos, estes guerreiros formaram os primeiros clãs e precisaram adaptar seus conhecimentos e técnicas marciais a táticas de guerrilha, apropriadas a sua nova situação. Conhecidos por suas habilidades de infiltração tornaram-se grandes espiões no Japão feudal do século XIV. Seus trabalhos envolviam espionagem, assassinato, sabotagem, dentre outros. Habitavam locais de difícil acesso, tornando-se reduto de refugiados de guerras. Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto alguns clãs Shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento, a ponto de alguns ninjas se tornarem quase samurais, diferindo destes apenas por não seguirem o Bushido, o código dos samurais. E era precisamente por não seguirem o rígido código samurai que eles podiam ser grandes espiões, pois as táticas de guerrilha ninja eram consideradas covardes pelos samurais, cujo código proibia matar pelas costas, envenenar, agir furtivamente ou disfarçado. Os samurais e os ninjas estavam em extremos opostos (o que não impediu que alguns samurais se tornassem ninjas secretamente), pois os samurais eram oriundos de famílias nobres e tradicionais e ligados aos senhores feudais aos quais deviam obediência, enquanto os ninjas eram pessoas comuns, a maioria camponeses, e deviam obediência apenas aos seus clãs. Assim como os samurais, os ninjas também pertenciam a um grupo familiar, eram treinados deste a infância nas artes militares e também obedeciam a um código de honra, porém bem mais flexível que o dos samurais. A espada ninja era devidamente adaptada às necessidades do seu usuário. Ao contrário da espada samurai, possuía a lâmina reta e menor, permitindo um uso mais junto ao corpo. Era geralmente transportada presa às constas para deixar os dois braços livres para, por exemplo, permitir escaladas com a Kawanaga, ou gancho de agarre. Algumas escolas usavam bombas de fumaça para facilitar suas fugas. As shurikens, as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente. Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi, que acrescentavam ao seu arsenal a arte da sedução, pois, além de seu treinamento normal junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento especial na arte da sedução, na arte da elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tesen (leque) com lâminas de metal. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político para obter, com maior facilidade, as informações secretas de que precisavam. O que mais fascina nesses formidáveis guerreiros é o mistério milenar que os cercam. A crença em seus poderes sobrenaturais vinha de seu extraordinário domínio do ilusionismo. Se um ninja estava sendo perseguido ele podia usar uma "cortina" de fumaça para ocultar-se ou deixar um animal em seu lugar para que seus supersticiosos perseguidores pensassem que ele havia sumido ou se transformado naquele animal. Conta a lenda que um ninja quando percebeu que ia ser capturado matou um pequeno animal sem sangrá-lo, quebrando seu pescoço, e o ocultou em suas roupas. Quando foi capturado pediu para fazer o ritual de suicídio (harakiri). Autorizado a fazê-lo cortou a própria barriga que, naturalmente, sangrou muito. Após o ritual seu corpo foi abandonado e quando se viu sozinho o "morto" levantou e fugiu, pois o sangue era do animal que havia ocultado em sua roupa.
Não sendo um dos principais estilos de luta, a Capoeira é ainda assim uma das que mais popularidade tem atingido nos quatro cantos do mundo. Na verdade, poderá até haver quem não considere a Capoeira como uma luta, e ainda menos uma arte marcial. Essa discussão nunca terá fim, mas a bem do consenso, podemos dizer sem qualquer dúvida que a Capoeira é, sobretudo, uma arte.
As Origens
As suas origens são também fruto de debate, mas a versão mais consensual é que terá tido origem como um meio de defesa dos escravos do Brasil no século XVI, dissimulado numa dança para que os seus proprietários não o identificassem. O que é garantido é que esses escravos, originários de vários locais em África, mantiveram as raízes da sua herança através de diversos costumes e rituais, e a Capoeira nasce de um conjunto de tradições ancestrais. Algumas fontes referem a inspiração da dança ritual N’Golo, baseada nos movimentos de zebras; as lutas de galos são outra das fontes que poderão ter estado na origem da Capoeira. O que está comprovado é que foi no Brasil que nasceu a Capoeira – historicamente referenciada já no século XVIII (sendo decerto mais antiga) – por entre os grupos de escravos. O uso como arte marcial e técnica de luta (e certamente a sua eficácia) levaram à sua proibição, com elevadas punições para os capoeiristas. No início do século XX a Capoeira encontrava-se ainda legalmente interditada, e foi por pouco que a arte não se extinguiu. Aos poucos a perseguição foi-se esvaindo, e em 1932 é fundada a primeira academia oficial de Capoeira, pelas mãos de um dos maiores impulsionadores de sempre, o Mestre Bimba. Pouco depois, a sua iniciativa foi seguida pelo Mestre Pastinha, outro importante incitador, baseando-se numa abordagem mais tradicional. Assim nascia este fenómeno mundial e, ao mesmo tempo, as duas principais correntes de Capoeira.
As Duas Correntes
Capoeira Angola
A Capoeira Angola foi recuperada pelo Mestre Pastinha com a abertura da sua academia em 1941. Consiste na forma mais tradicional de Capoeira, altamente ritualista, remontando à herança tribal de África, e chega a ser considerada (sobretudo pelos seus praticantes) como a “verdadeira Capoeira”.
Capoeira Regional
A Capoeira Regional tem a sua origem no Mestre Bimba, que considerava que esta arte estava a perder progressivamente a sua componente de luta. Uma vez que se tratava de uma prática proibida, os capoeiristas remetiam-se à clandestinidade, sendo cada vez menores em número e sem comunicação entre si. O Mestre Bimba pretendeu lutar contra esta tendência, e começou a recuperar práticas e movimentos antigos, definiu uma filosofia e código próprios, e concebeu mesmo novos golpes. É a ele que se deve a criação da primeira academia de Capoeira do mundo, e com o seu activismo, é também considerado o principal impulsionador para a legalização, aceitação e valorização social e cultural deste património brasileiro. A Capoeira Regional é assim uma abordagem moderna de Capoeira, devidamente organizada e hierarquizada, e é de longe a corrente mais praticada não só no Brasil, mas também em todo o mundo. Independentemente das diferenças entre estas duas correntes, mais filosóficas que práticas, ambas são praticadas num verdadeiro ritual, constituído por diferentes partes e componentes. Em suma, a Capoeira é uma simulação de luta e não tanto uma luta efectiva. O “jogo” não tem como objectivo atingir o adversário, mas antes dar asas à liberdade de movimentos ofensivos e defensivos, através de diferentes golpes, reduzindo a margem de manobra do oponente. O capoeirista não precisa de atingir o adversário, basta colocá-lo numa posição em que não se consiga defender. Mas o ritual é muito mais do que apenas esse jogo.
O Ritual
A Música
A música é parte essencial da Capoeira, sendo mesmo a sua velocidade que marca o ritmo dos movimentos dos capoeiristas. A roda de Capoeira integra uma bateria com vários instrumentos tradicionais brasileiros: ainda que a maioria seja de precursão, aquele que assume maior protagonismo é o berimbau. Os membros da roda acompanham a música com cantares típicos, por vezes semelhantes aos cantares de desafio, e todo este conjunto cria o ambiente único que apenas a Capoeira permite. A importância da música é tal que o Mestre Bimba afirmou mesmo que um verdadeiro capoeirista tem que saber lutar tanto como tocar e cantar!
A Roda
A roda de Capoeira é onde decorre a acção, criando um círculo no interior do qual se defrontam os capoeiristas. Os restantes elementos, sejam adversários à espera da sua vez, sejam os músicos, seja mesmo o público em geral, criam um círculo com uma média de 5 metros de diâmetro.
O Jogo
O jogo em si é o confronto entre os dois praticantes. Como foi referido, esta “luta” não implica, na generalidade, contacto físico, mas antes uma demonstração das capacidades. Cada ataque fica-se pela ameaça, sendo que antes de ser concretizado já o adversário terá efectuado uma manobra defensiva que o evitaria. A sucessão de movimentos gera uma verdadeira dança metafórica (ou mesmo no sentido literal da palavra), com gestos elegantes, ágeis e acrobáticos, recorrendo com frequência a saltos mortais e outras manobras igualmente aparatosas.
Ginga A Ginga é o movimento base de Capoeira, e ao mesmo tempo o mais célebre. Consiste numa “dança” de pés triangulares, balançando os braços ao ritmo do corpo, que servirá também de preparação para os movimentos. É verdadeiramente inconfundível: quando vir alguém a fazê-lo, saberá instantaneamente que está na presença de um capoeirista!
Ataques Os movimentos ofensivos utilizam maioritariamente as pernas, com ataques de pés e joelhos. Os cotovelos são também utilizados com alguma regularidade, ao passo que murros e outros golpes de mãos não são utilizados em Capoeira. Um golpe também utilizado com frequência é a cabeçada!
Defesa A defesa consiste na grande maioria no recurso a manobras evasivas, e eventualmente, contra-ataques. Daí que a Capoeira possa ser vista como um jogo de movimentações, em que se considera que o atacante teve sucesso quando efectuou manobras tais que deixou o adversário sem escape possível.
Volta ao Mundo Quando uma manobra é concluída (como na situação anteriormente descrita) ou na eventualidade de qualquer outra interrupção do ritmo do jogo, os dois capoeiristas afastam-se e circulam calmamente pelos limites da roda, dando a “volta ao mundo”.
Na generalidade, estes são os “episódios” do ritual de um jogo de Capoeira, havendo depois pormenores e especificidades quer na Capoeira Regional, quer na Angola.
A Capoeira… À Volta do Mundo!
Com o passar dos anos, a Capoeira tem-se espalhado um pouco por todo o mundo, sendo cada vez mais popular em países como Japão e Estados Unidos. Apesar de haver hoje uma enorme pluralidade cultural, social e étnica por entre os capoeiristas, os mestres são geralmente brasileiros, o que assegura a manutenção das origens desta arte. Uma arte, que marcial ou não, é um símbolo máximo da herança cultural de um povo, com o mesmo peso que terá o Karaté para o Japão ou o Taekwondo para a Coreia. Tanto o é que a Capoeira foi recentemente declarada Património Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, depois de em 1985 se ter declarado o dia 3 de Agosto como o Dia do Capoeirista.
Tendo como símbolo a flor de cerejeira, em japonês judo significa “caminho suave”. Esta modalidade desportiva e arte marcial é, no entanto, mais do que isso. Segue uma filosofia de vida cujo principal objectivo é fortalecer, de forma integral, o corpo, a mente e o espírito.
Raízes japonesas
A história do judo remonta ao final do século XIX e tem como mentor o japonês Jigoro Kano que quis incutir, na antiga arte marcial “jujutsu”, uma vertente pedagógica e social. Apesar de altamente contestado na altura, não baixou os braços até tornar o judo num desporto completo e padronizado, assente numa forte base filosófica. Uma disciplina reinventada que o Mestre Jigoro Kano soube adaptar aos tempos e ao homem moderno, sem perder as raízes e os valores mais tradicionais.
O conceito prático
O judo é uma arte marcial e um desporto de luta que coloca frente a frente duas pessoas (os atletas são divididos conforme o seu peso), sendo o principal objectivo de um dos praticantes, derrubar, imobilizar ou fazer render o seu adversário. Com características bastante competitivas, o judo é composto por várias técnicas e movimentos.
O judo no mundo
O sucesso da disciplina pode explicar-se de várias formas: é a única modalidade desportiva não ocidental que ainda hoje é praticada em todo o mundo; aliás, é a arte marcial mais popular, praticada por mais de 13 milhões de pessoas, em mais de uma centena de países. O judo é considerado o 8º desporto mais popular do mundo. A Federação Internacional de Judo (International Judo Federation) congrega 5 federações em torno do mesmo ideal – African Judo Union (AJU), Pan-American Judo Union (PJU), Judo Union of Asia (JUA), European Judo Union (EJU), Oceania Judo Union (OJU).
O judo em Portugal
Criada em 1959, a Federação Portuguesa de Judo é a responsável pela gestão das competições a nível nacional e quem representa o país em contactos com as restantes federações internacionais. Com 400 clubes inscritos e provenientes de 18 regiões de Portugal, são mais de 12 mil os portugueses que praticam judo. Os atletas que praticam a modalidade são conhecidos como “judocas” e o local onde efectuam os treinos chama-se “dojo”. Muito mais do que um simples ginásio, este espaço é um local de aprendizagem e de estudo. Os professores ou instrutores de judo são conhecidos como “sensei”, que significa “antes” (“sen”) e “vida” (“sei”), ou seja, “alguém que te procedeu”. Tradicionalmente, apenas os instrutores que tivessem atingido o escalão “4º dan” e acima deste é que podiam utilizar este título. Hoje, o termo foi generalizado, sendo aplicado a qualquer professor. As dezenas de clubes e ginásios que oferecem a prática do judo em Portugal fazem-no a preços extremamente apelativos: 2 aulas semanais podem custar entre €15/mês (para crianças) e €30/mês (para adultos).
Equipamento
Vestidos a rigor, os judocas envergam um fato de judo ou “judogi” que, apesar de na maioria das vezes ser branco, também pode ser azul (esta cor é mais utilizada em provas oficiais para facilitar as arbitragens). Composto por uma camisola tipo kimono e calças com cordão e/ou elástico, por norma, os “judogis” são confeccionados em algodão e com as costuras reforçadas, para uma resistência e durabilidade maior. Os modelos de treino têm um custo que pode ir dos €22 (tamanho infantil) aos €45 (tamanho adulto XL), sendo os modelos de competição mais caros, com valores a rondar entre os €90 e os €110. A peça chave do “judogi” é, no entanto, o seu cinto, que pode ser uma de várias cores, dependendo do escalão já atingido pelo judoca. A modalidade é praticada com ambos os atletas descalços, em cima de um tapete próprio.
Benefícios reconhecidos
Podendo ser praticado por crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, tanto a Organização Mundial de Saúde como a UNESCO recomendam o judo como um dos desportos mais completos. A sua aprendizagem é aconselhada desde a infância, precisamente devido ao desenvolvimento físico, intelectual e social que o judo proporciona. Alguns dos benefícios mais frequentemente apontados são: disciplina, controle muscular, melhoramento dos reflexos, desenvolvimento do raciocínio e da concentração, equilíbrio mental, aumento da autoconfiança e auto-estima, estimula a competição sadia, respeito pelos companheiros e incentiva uma convivência saudável em todos os ambientes sociais do atleta. Esta arte marcial é excelente para crianças tímidas – ajuda-as a estabelecer e manter ligações com os restantes colegas – e para crianças hiperactivas ou agressivas – é uma excelente forma de canalizarem as suas energias.
1º no Ranking Mundial 2007
Seniores Masculinos:
- 60 kg: Hovhannes Davtyan (Arménia)
- 66 kg: Yordanis Arencibia (Cuba)
- 73 kg: Salamu Mezhidov (Rússia)
- 81 kg: Young Woo Kwon (Coreia)
- 90 kg: Ilias Nikolaos Iliadis (Grécia)
- 100 kg: Daniel Hadfi (Hungria)
+ 100 kg: Tamerlan Tmenov (Rússia)
Seniores Femininos:
- 48 kg: Alina Dumitru (Roménia)
- 52 kg: Telma Monteiro (Portugal)
- 57 kg: Isabel Fernandez (Espanha)
- 63 kg: Urska Zolnir (Eslovénia)
- 70 kg: Leire Iglésias (Espanha)
+ 70 kg: Edinancy Silva (Brasil)
+ 78 kg: Ivis Duena Alonso (Cuba)
1º no Ranking Nacional 2007
Seniores Masculinos:
- 60 kg: João Cardoso (Sport Algés e Dafundo)
- 66 kg: Diogo César (CCD Judo Clube de Lisboa)
- 73 kg: Vladimir Oleinic (Associação Cristã da Mocidade – Torres Novas)
- 81 kg: Pedro Godinho (CCD Pragal / Almada)
- 90 kg: Renato Morais (CCD Pragal / Almada)
- 100 kg: António Silva (Universidade Lusófona Humanidades e Tecnologias)
+ 100 kg: Hugo Ângelo (Associação Cristã da Mocidade – Torres Novas)
Seniores Femininos:
- 48 kg: Ana Hormigo (Academia de Judo de Castelo Branco)
O Taekwondo é das artes marciais mais apreciadas do mundo e, também, um dos poucos desportos de luta a ser uma modalidade olímpica – apenas judo, boxe e luta livre gozam igualmente desse estatuto. Juntando a isto o facto de ser um desporto nacional e a arte marcial mais praticada no mundo, depressa nos apercebemos de que estamos perante um fenómeno, com uma popularidade crescente a cada dia que passa. Mas sendo o Taekwondo uma arte marcial que, visualmente, é semelhante a outras, o que a distingue então das outras, e sobretudo, o que explica esta enorme popularidade? Para encontrar a resposta a esta questão, temos que começar por compreender o que é, afinal, o Taekwondo. Os mestres desta arte marcial começaram sempre por dizer que o Taekwondo é, sobretudo, uma forma de vida. Muito mais do que a sua componente prática, o Taekwondo incorpora uma filosofia e uma maneira de ser e estar perante o quotidiano e as dificuldades com que nos deparamos diariamente. Um dos conceitos chave é o Hongik-Ingan, que significa “bem-estar de toda a humanidade”. É nessa ideia que se baseia a filosofia desta arte marcial: transformada em objectivo, os praticantes procuram atingi-lo através da união espiritual da tríade “corpo-mente-vida”. No sentido mais prático, o Taekwondo é um instrumento de defesa e resposta perante “ataques”, não apenas físicos, mas também simbólicos – as dificuldades e adversidades que o quotidiano nos coloca. O termo é composto pelas palavras “Tae”, “Kwon” e “Do”, cada uma delas com vários significados, semelhantes entre si, mas que permitirão uma interpretação mais lata do conceito. “Tae” pode significar “pernas”, “pés” ou mesmo “pisar” (ou “manter-se em”); “kwon” pode ser interpretado como “punho” ou “lutar”; e “do” entende-se como “caminho” ou “disciplina”. A interpretação mais comum traduz o conceito como “disciplina de pés e punhos”, mas percebemos assim que Taekwondo poderá ter um significado bastante mais profundo, em vez de remeter directamente para o sentido do confronto físico. A filosofia do Taekwondo é, em grande parte, baseada nas tradições ancestrais do povo coreano, o Han, que ao longo dos séculos foram servindo de base a toda a cultura nacional e assumem ainda hoje um papel vital na identidade nacional. Em parte, isto reflecte-se no Poomsae, que consiste em diversos movimentos coreografados e pré-definidos, através do qual é exercitado não só o físico, mas sobretudo a mente e o espírito. Assemelha-se, visualmente, a um combate contra um adversário imaginário (ou vários), mas a sua razão de ser prende-se mais com motivações espirituais do que de treino de combate efectivo – ainda que seja essa a sua aplicação prática. No total são perto de duas dezenas de movimentos que exprimem, pela harmonia dos golpes ensaiados, elementos culturais, históricos, espirituais e religiosos dos Han. É o caso por exemplo do Keumgang, cujo termo significa “diamante” e é o nome da mais bela montanha coreana e do símbolo do guerreiro supremo (nomeado por Buda): este Poomsae representa a dureza aliada à beleza, através de movimentos e golpes poderosos. Koryo é uma Poomsae baseada na dinastia coreana com o mesmo nome, que derrotou os invasores da Mongólia, e cujo legado é transposto para esta coreografia que representa, desta forma, a força e o espírito dos antepassados vitoriosos. As Poomsae encontram-se hierarquizadas, com crescentes graus de dificuldade, acompanhando o grau de perícia do praticante: os oito primeiros Poomsae iniciais são os Taegeuk, fortemente inspirados em elementos naturais e religiosos, e o mais avançado é Ilyo, que incorpora a expressão máxima das artes marciais, o nível supremo de concentração e abstracção do mundo exterior. Pode observar neste endereço uma apresentação (com vídeo) de cada um dos vários Poomsaes, assim como a descrição da sequência de movimentos de cada um. Os Poomsaes são assim a expressão física e prática da filosofia do Taekwondo, e têm uma importância tal que são organizados com regularidade várias competições que avaliam a sua correcta elaboração. Tendo isto em conta é fácil perceber que o Taekwondo é muito mais do que a luta, sendo essa apenas a ponta de um iceberg imenso e profundo, que espelha na forma da arte marcial a cultura milenar coreana. Talvez por isso seja o desporto nacional desse povo.
O Krav Maga é uma das artes marciais que mais se tem evidenciado nos últimos anos. Conheça o que é o Krav Maga, a sua história e filosofia e aprenda a defender-se já!
O que é o Krav Maga?
O Krav Maga é uma arte marcial de origem Israelita e consiste num método de combate corporal (full contact) muito assertivo e eficaz. Trata-se de uma forma de luta e defesa pessoal que tem como objetivo principal a salvaguarda de interesses e a defesa da honra de todos os seus praticantes. É, atualmente, o método de autodefesa mais eficiente do mundo e dirige-se a todas as pessoas que querem aprender a defender-se de ataques individuais ou em grupo (com ou sem armas de ataque). A sua prática envolve técnicas próprias de luta e a realização de torções, pontapés e punhos certeiros em locais específicos do corpo do adversário. Por outro lado, os praticantes trabalham a sua autoconfiança e tornam-se pessoas mais ágeis e flexíveis.
No Krav Maga não existe regulamentação e é por isso que todos os golpes são permitidos, com o intuito de lidar com e ultrapassar qualquer tipo de situação de perigo. O termo Krav Maga é uma palavra que deriva da junção de duas palavras: “Krav” que designa combate e “Maga” que significa contacto. Dessa forma, o Krav Maga é uma arte marcial de combate de contacto e foi um dos segredos mais bem guardados na história do Estado Israelita.
A História do Krav Maga
O Krav Maga nasceu da necessidade do povo Israelita se defender das Milícias Anti-semitas durante os anos 30 e na 2ª Guerra Mundial. O seu aparecimento deve-se aos contributos do boxeur Imi Lichtenfeld que fez uso da sua formação profissional e dos seus conhecimentos de Jujutsu e Judo para defender o quarteirão judeu onde viveu durante o período de guerra que afetou a cidade de Bratislava. Mais tarde, durante a Guerra da formação do Estado Israelita, Imi Lichtenfeld teve a responsabilidade de formar tropas, no entanto, tinha de o fazer num curto espaço de tempo. O boxeur começou assim a treinar e a especializar as tropas nos combates corpo a corpo e a desenvolver técnicas que ficaram conhecidas como Krav Maga.
Durante este período conturbado, o Ministério da Educação de Israel, promoveu o ensino do Krav Maga nas escolas e esta passou a ser uma disciplina obrigatória na recruta das Forças de Defesa Israelitas (IDF). Atualmente, em todo o mundo, inúmeras forças militares de segurança pública e privada, treinam o Krav Maga, devido à facilidade de movimentos e rapidez de aprendizagem, mas principalmente porque é uma arte marcial que dá resposta às necessidades dos operacionais. Alguns exemplos de agências de segurança que praticam o Krav Maga são: CIA, FBI, SWAT (Estados Unidos da América); GIGN (França); GOE, PJE (Portugal) e todas as Forças Israelitas.
A filosofia do Krav Maga
O Krav Maga foi criado para ser utilizado como um meio de combate e de defesa pessoal. Contudo, isso não significa que seja só utilizado por forças militares de segurança pública e privada, pois todo e qualquer cidadão necessita de segurança e proteção. Atualmente existem vários tipos de violência, desde assaltos, raptos, violações e uma série de acontecimentos que colocam em causa a integridade física de uma pessoa e cabe a cada um em particular saber defender-se e estar o melhor preparado possível. Esta é a filosofia desta arte marcial, pois ela tenta neutralizar todas as ameaças e visa proteger a sobrevivência dos seus praticantes.
As características principais do Krav Maga
O Krav Maga é uma arte marcial com características únicas que a distingue em relação às demais. As características mais importantes são as seguintes:
É uma arte marcial baseada em instintos e reflexos naturais. Todos os praticantes devem ter a consciência dos riscos e, como tal, devem ter uma preparação física e mental adequada.
O Krav Maga atua no limite do erro humano e, em caso de confronto, todos os praticantes devem esperar pelo melhor momento para atacar e/ou desarmar o adversário, caso exista essa necessidade.
Para a prática correta desta modalidade, é necessário desenvolver um enorme poder de resposta com movimentos precisos e aplicá-los sempre com a máxima força. É por isso que muitas das técnicas utilizadas no Krav Maga são partilhadas por outras artes de combate como o Boxe, Muay Thai, Vale Tudo, entre outros.
Ensina a forma como deve utilizar o seu corpo, para que aprenda a esquivar-se dos golpes dos adversários e para o atacar com a máxima eficácia.
O Krav Maga usa sempre os mesmos princípios: simplicidade, rapidez e eficácia, desde a técnica mais básica até à mais avançada. A sua capacidade de desarme, anulação da ameaça e sobrevivência são os conceitos principais que são trabalhados nesta arte marcial que atrai cada vez mais praticantes em todo o mundo.
O Savate ou boxe francês é um desporto de combate que foi evoluindo ao longo dos tempos. Conheça um pouco mais acerca do Savate ou boxe francês e a sua história e dedique-se à prática de uma das artes marciais mais dinâmicas e eficazes.
O que é o Savate ou boxe francês?
O Savate ou boxe francês é uma arte marcial francesa que utiliza somente as mãos e os pés como armas de combate, ao contrário do Muay Thai que também utiliza os cotovelos e os joelhos. Trata-se de uma forma de luta que tem como objetivo principal a defesa pessoal e, em competição, procura deixar os adversários fora de combate. Para ser um bom praticante de Savate é necessário ter uma grande flexibilidade, preparação física e disciplina mental. Esta é uma modalidade muito exigente e envolve uma enorme interação de movimentos de braços (boxe) e pernas (kickboxing) sendo, por isso, considerado um estilo muito dinâmico e eficaz. Os melhores savateurs (praticantes de savate do sexo masculino) ou savateuses (praticantes de savate do sexo feminino) são os desportistas que conseguem ter uma enorme resistência e que apresentam um jogo de mãos e de pernas muito bem sincronizado.
O Savate é uma palavra francesa que significa “sapato velho” e essa denominação está relacionada com o facto de ser o único estilo de kickboxing onde os seus praticantes utilizam uns ténis específicos.
A história do Savate ou boxe francês
O Savate ou o boxe francês teve a sua origem em França no século XVIII. Começou por ser um tipo de luta de rua e era muito frequente encontrar combates em Paris e no Norte de França. No Sul, especialmente no porto de Marselha, os marinheiros também desenvolveram um estilo de luta que envolvia pontapés altos e estaladas com a mão aberta, o que contribuiu para o desenvolvimento da modalidade. No início, o Savate equiparava-se à Capoeira, onde as mãos eram utilizadas apenas como meio de defesa e o ataque estava entregue aos pés e aos danos que estes poderiam causar. Ao contrário dos ingleses, que utilizam apenas os punhos como arma de combate e os pés para se aproximar ou afastar dos adversários.
O Savate no século XIX
A partir do século XIX, o Savate recebeu novas influências, como a de Michel Casseux, que escreveu a "Teoria do Savate" e categorizou 15 novas formas de técnicas de pés. Estas modificações, fizeram com que o desporto se tornasse ainda mais popular entre as massas e também nas classes superiores, derrubando a ideia de que este era apenas um desporto praticado por marginais. Em 1845, o melhor aluno de Casseux, Charkes Lecour, enfrenta um lutador de boxe inglês chamado Owen Swift, confrontando-se assim o Savate francês com o Boxe inglês. Deste duelo, assistiu-se a uma vitória clara do boxe inglês e começou-se a utilizar as mãos no Savate, igualmente como meio de ataque, daí o motivo de também ser conhecido como boxe francês. No início do século XX, o Savate era já um desporto muito conhecido no continente europeu e a sua inclusão nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, como um desporto de exibição, fez com que esta arte marcial ficasse popular em todo o mundo.
O desporto Savate na atualidade
Atualmente, o Savate ou boxe francês é praticado em toda a parte e tem milhares de praticantes e admiradores. A sua prática divide-se em 3 níveis de competição:
Assalto: Esta é uma competição onde o contacto físico é ilimitado, assim como no Karaté. O combate é avaliado segundo a técnica dos concorrentes, a precisão dos seus golpes e o controlo apropriado. Este é um nível onde o risco de lesões é menor e vence o combate quem tiver mais pontos;
Pré-contacto: Esta competição autoriza o contacto físco entre os praticantes, no entanto, ambos utilizam equipamento de proteção como capacetes, braçadeiras e caneleiras;
Contacto: É uma competição full contact onde não é utilizado qualquer tipo de equipamento de proteção por parte dos praticantes, à exceção de uma proteção bocal e de virilhas. Nesta competição, todos os golpes são aceites e o objetivo principal passa por deixar os adversários fora de combate (KO técnico).
O desporto e as artes marciais são duas formas de conhecimento que apresentam algumas diferenças na sua essência. Saiba quais são as principais diferenças entre desporto e artes marciais e conheça os objetivos e as motivações de cada um.
A prática das artes marciais e do desporto
Inicialmente, a prática das artes marciais passava pela aquisição dos melhores métodos de combate para serem utilizados em pleno campo de batalha e era também uma forma de autodefesa contra militares, assassinos ou ladrões. No início do século XX, as artes marciais mudaram radicalmente os seus fundamentos e passaram a ter uma presença mais espiritual e introspetiva na mente de todos os seus praticantes. O termo “Do” que está presente em várias disciplinas marciais, como o Judo, Karate-Do, Taekwondo, Aikido, Kendo, entre outras, significa arte e método e é por isso que todas as modalidades marciais são uma referência no desporto mundial, pois cultivam a ordem e um método de ensino disciplinado dos seus elementos. Por outro lado, a prática do desporto tem como objetivo último a competição entre os seus praticantes. Trata-se de uma filosofia que tem como intenção o trabalhar das capacidades e habilidades individuais, de modo a que a vitória seja sempre alcançada da forma mais justa e honesta possível.
As principais diferenças entre o desporto e as artes marciais
Existem várias diferenças que afastam o desporto das artes marciais. Das mais importantes, evidenciam-se as seguintes:
Os objetivos
Um dos objetivos das artes marciais passa por aprender/praticar as técnicas e as habilidades de combate necessárias para que a preparação e a defesa pessoal nunca fiquem comprometidas. A sua finalidade revela todo um caminho que um praticante deve percorrer, pois é essa a maneira correta de melhorar a sua condição física e espiritual.
Por outro lado, no desporto, um dos objetivos principais passa pela realização de todo o tipo de treinos, de modo a conseguirem vencer os outros praticantes. A vitória é um dos objetivos máximos a conquistar.
As regras
Atualmente, as artes marciais e o desporto estão interligados entre si pelas regras desportivas que os seus praticantes seguem e respeitam. Elas são definidas para a segurança de todos e é por isso que as competições são divididas por sexo, idade, peso e classes, de modo a que sejam o mais equilibradas possível. Por exemplo, a competição de Taekwondo não permite que sejam aplicados socos na cabeça, assim como outras artes marciais têm medidas específicas que visam proteger a integridade física dos seus praticantes. No entanto, a existência das regras distingue um combate de competição de uma luta pela própria vida. A prática do desporto é justa e equilibrada, contudo, quando se trata de lutar pela vida, a justiça deixa de ter um valor absoluto e todos querem ter uma vantagem em relação aos demais. Quando se trata da defesa pessoal, a ameaça não surge necessariamente do mesmo sexo, peso ou classe e as artes marciais aqui são treinadas para serem aplicadas como medidas de prevenção contra todos. As artes marciais trabalham a sobrevivência e estão dispostas a cumprir as “regras de rua”, isto é a inexistência de regras, ao passo que no desporto, existem regras que todos têm obrigatoriamente de cumprir. Assim sendo, as artes marciais incluem vários exercícios que se destinam a manter a segurança de todos os indivíduos, mas é sempre uma simulação de um combate real. Por conseguinte, o desporto permite que um praticante tire o melhor proveito das regras, sem nunca ter de se preocupar com o que poderia acontecer se estas fossem diferentes.
A formação moral
Um dos métodos principais das artes marciais passa pelo desenvolvimento das capacidades físicas de um praticante e um bom treino inclui o respeito, a honra, a integridade e o cumprimento do código de ética e moral dessa modalidade. Por exemplo, no código moral de ética do Aikido, surge a ideia de que esta modalidade é apenas para ser utilizada como autodefesa e essa é uma máxima seguida e respeitada por todos. O desporto nem sempre respeita a formação moral nas suas modalidades, ao passo que as artes marciais fazem-no por natureza.
A seleção dos praticantes
No desporto, se alguém quiser entrar como titular numa determinada equipa, é preciso que seja escolhido para começar a jogar com os demais. Nas artes marciais, se alguém tiver vontade e interesse começa logo a “jogar” e a aprender com os outros, sem necessitar de ser selecionado, pois todos têm as mesmas oportunidades. As artes marciais refletem assim a existência de várias comunidades, onde os mais fracos são fortalecidos e não se escolhem apenas os melhores ou os mais aptos. No final, fortes ou fracos, são todos glorificados.
As classificações
A classificação geral no desporto é um ranking onde se contabiliza o número de vitórias e derrotas dos praticantes. Quantas mais vitórias tiverem, melhores desportistas serão. Nas artes marciais, a classificação geral está relacionada com o tempo, crescimento e desenvolvimento de cada um, pois a aprendizagem de uma arte marcial envolve uma longa caminhada e o cumprir de uma sucessão de etapas.
As histórias do Kung Fu e do Wushu estão intimamente relacionadas e, na maioria das vezes, a sua interpretação e significação é erradamente confundida. Saiba qual é a história do Kung Fu e do Wushu e conheça a importância de uma arte marcial que atraiu e uniu várias gerações.
Wushu vs. Kung Fu
O Wushu é um termo chinês que significa literalmente a “arte da guerra” e é uma expressão que designa todas as artes guerreiras, militares ou marciais. Na cultura ocidental, o Kung Fu ficou conhecido como a “arte da guerra” e isso originou uma grande confusão, uma vez que são dois conceitos diferentes e não apresentam a mesma significação. O Kung Fu faz parte do Wushu, mas é apenas um estilo marcial, dos vários existentes, que visa o trabalho duro de um praticante. É uma arte que revela que tudo pode ser adquirido através do esforço individual ou pela competência evidenciada na luta corporal. Com a imigração dos camponeses chineses para os Estados Unidos da América, e graças ao sucesso dos filmes de artes marciais protagonizados por Bruce Lee, nos finais dos anos 60, o Kung Fu começou a difundir-se e ficou cada vez mais popular. A prática do Kung Fu possibilitou o desenvolvimento de novas formas de luta, como o Karaté, Taekwondo, Esgrima, Aikido e muitos outros estilos de lutas marciais.
A arte do Kung Fu
O Wushu ou Kung Fu, como se diz no Ocidente, é uma arte marcial milenar que existe há séculos na República da China e nas comunidades chinesas espalhadas por todo o mundo, e a sua história está ligada diretamente à história do país. Ninguém sabe ao certo quando surgiu o Kung Fu, pois existem poucas histórias fundamentadas acerca da sua origem. No entanto, surgem relatos que esta arte marcial surgiu há mais de 4.000 anos e tinha como objetivo principal a luta pela sobrevivência. Com o passar dos tempos, o Kung Fu ficou conhecido como Ch'uan fa, ou estilo de punho e tornou-se muito popular quando os guerreiros da dinastia Chou da China Ocidental derrotaram o monarca da dinastia Shang em 1122 a.C. Desde então que esta arte marcial não mais parou de crescer e acompanhou o período dos Estados Guerreiros (480-221 A.C.), as dinastias Ch'in (221-206 A.C.), Rã (206 a.C. - 220 D.C.), Jin (265-439 D.C.) e as dinastias do Norte e do Sul (420-581 D.C.). Durante este período, a arte do Kung Fu foi-se aperfeiçoando e melhorando através da observância dos comportamentos e movimentos dos animais, nomeadamente a forma como atacavam e como se defendiam. Estes movimentos dos animais foram adaptados ao homem e ao seu estilo de lutar, daí o motivo de existirem vários estilos de Kung Fu com nomes de animais como: Macaco, Garça, Louva-a-Deus, Tigre, Leopardo, entre outros. Por outro lado, o controlo das técnicas de respiração foi fundamental para fazer de um praticante de Kung Fu um guerreiro imbatível. Este foi um crescimento lento e progressivo que fez com que o Kung Fu ou Wushu se tornasse a arte marcial de excelência que é considerada nos dias de hoje.
A saudação do Kung Fu
A saudação tradicional do Kung Fu é chamada de Kin Lai e deve ser efetuada com as duas mãos. A mão direita deve ficar com o punho fechado e representa o sol e a força, ao passo que a mão esquerda fica com a palma da mão aberta e representa a lua e a inteligência. Na saudação, a mão esquerda deve pressionar sempre a mão direita para que a junção do “sol” com a “lua” (mão esquerda e direita) formem o Ming, que é uma das características mais importantes na prática do Kung Fu: a clareza de espírito. A saudação do Kung Fu tem dois significados associados:
É uma forma de demonstrar respeito, admiração e equilíbrio para com o adversário;
Indica que um indivíduo que utilize a inteligência (palma aberta da mão esquerda) consegue travar e ser mais eficiente que um punho (mão direita fechada).
As características principais do Kung Fu
Das características que compõem o Kung Fu, destacam-se as seguintes:
É uma atividade que requer muito tempo de prática e obriga a trabalhos duros, sob a rigorosa supervisão de um mestre.
É um sistema de defesa pessoal altamente eficiente que aumenta a concentração de um indivíduo e a sua capacidade de resposta. Inclui várias técnicas de ataque que, por sua vez, só devem ser usadas em último recurso.
A sua prática é um ato de fé e de resistência que permite aperfeiçoar o corpo, a moral, o caráter e a disciplina mental. O corpo de um indivíduo não pode agir sem a interferência da mente e esta deve ser orientada a acalmar o espírito. Esta é a essência do Kung Fu, pois une a mente, o corpo e o espírito.
A filosofia do Kung Fu é muito parecida com a filosofia do Taekwondo, em que a sua força reside na harmonia da ordem natural das coisas. O símbolo que descreve esta filosofia, é o símbolo antigo taoista “yin e yang”, em que nenhum lado do símbolo é maior em tamanho e muito menos em importância do que o outro. Os dois lados devem revelar um equilíbrio perfeito ou o todo é afetado.
Um dos seus objetivos principais passa por melhorar e canalizar a energia Ch'i de cada praticante. A energia Ch'i reside no poder da mente e na possibilidade de concentrar a energia interior de uma pessoa num só local. Só assim é que é possível aprender a partir tijolos com as mãos ou aprender a sentir os movimentos de um inimigo no meio da escuridão.
É uma disciplina que trabalha a fluidez dos movimentos de um praticante, harmoniza a sua respiração e faz com que se exprima com uma maior habilidade.
O Jujutsu é uma das artes marciais mais difíceis de dominar e é também uma das mais eficazes. Conheça a arte do Jujutsu, algumas das suas técnicas e a sua filosofia e saiba o porquê desta arte marcial ser aplicada somente como último recurso.
O que é o Jujutsu?
O Jujutsu é uma arte marcial conhecida como Ju-Jitsu, Jiu-Jitsu, ou Jiujitsu e revela um método de combate corpo a corpo muito eficaz, que começou a ser utilizado pelos samurais no antigo Japão. O termo Jujutsu é uma palavra japonesa que deriva da combinação da palavra “Ju” que designa suavidade, adaptabilidade e flexibilidade, com a palavra “jutsu” que significa arte. Dessa forma, o Jujutsu é a arte da flexibilidade e da adaptação e, entre as artes marciais existentes, é uma das mais antigas e eficazes. Trata-se de um sistema de luta bastante completo, onde a força e o tamanho dos seus praticantes não são aspetos relevantes, pois uma pessoa fraca e pequena consegue dominar e derrotar um ou mais agressores mesmo que sejam maiores e mais fortes.
As técnicas do Jujutsu
O Jujutsu apresenta um vasto leque de técnicas de batimentos (punhos, pontapés, cotoveladas e joelhadas), projeções, chaves de braço, luxações e estrangulamentos. Contudo, também permite defesas contra ataques com armas, bastão (tanbo), faca (tanto), bastão médio (hanbo), outras armas e técnicas de luta no chão, onde, por norma, terminam os confrontos físicos. Independentemente da distância que separa dois jujutsukas e perante um determinado ataque, um praticante de Jujutsu pode reagir e atacar de maneiras totalmente diferentes: Depois do ataque (GO-NO-SEN). Quando um indivíduo tem uma reação tardia ao ataque que lhe foi feito. É uma forma de apanhar o adversário desprevenido e ainda a recompor-se do ataque que havia lançado; Ao mesmo tempo que o ataque (TAI-NO-SEN). Quando o ataque e a resposta são imediatos e simultâneos. É a perceção do ataque no mesmo momento em que ele se produz, desencadeando-se uma rápida reação; Antes que se inicie o ataque (SEN-NO-SEN). É a perceção do ataque antes de ele ocorrer. A observação atenta dos movimentos do adversário permite captar a sua intenção de ataque e a resposta é dada no momento em que o adversário se prepara para atuar. Esta é uma das técnicas mais difíceis de serem executadas e, para a conseguir realizar, o praticante não deve ser influenciado por nenhuma circunstância. Estas técnicas foram desenvolvidas unicamente para serem aplicadas em defesa pessoal e à volta do princípio que se deve utilizar a força do inimigo contra ele próprio em vez de enfrentá-lo. O Jujutsu é assim uma das artes marciais mais importantes de todo o mundo e constitui a base para muitas das artes marciais mais modernas, incluindo o Judo, o Karaté e o Aikido.
A Filosofia do Jujutsu
O Jujutsu é uma arte marcial que dota os seus praticantes de conhecimentos e técnicas de combate avançadas, que lhes permite causar danos graves nos seus adversários. Cada praticante, se pretender, decide o tipo de dor a infligir aos seus oponentes, sem que exista qualquer tipo de ferimento visível. Isto significa que o Jujutsu é uma arte marcial letal que deve ser sempre utilizada da maneira mais acertada possível. É por causa deste enorme potencial que a prática do Jujutsu obedece à filosofia da não-violência e respeita o pacto da não-agressão gratuita. Atualmente, o Jujutsu mantém o seu espírito e a sua tradicional eficiência, embora adaptada às situações existentes na realidade.
O compromisso no Jujutsu
Todos os jujutsukas comprometem-se a proteger o seu semelhante, sem nunca utilizar os seus conhecimentos como forma de ataque, pois o confronto físico deve ser evitado sempre que possível. Nesse sentido, todos os praticantes adotam uma atitude de autocontrolo que os ajudam a evoluir e a tornarem-se melhores pessoas na sociedade, evitando conflitos desnecessários. Para atingir este estado de pureza, um jujutsuka deve trabalhar a sua mente e ser paciente, procurando sempre a paz e a confiança interior. Um praticante devidamente instruído faz tudo o que for possível para evitar um confronto físico, não somente porque ele sabe que um confronto é desnecessário, mas também porque tem o conhecimento que se defende melhor que os demais.
As principais vantagens da prática do Jujutsu
A prática do Jujutsu traz consigo inúmeras vantagens para todos os seus praticantes. Das mais importantes, evidenciam-se as seguintes:
Permite a realização de esforços motores (coordenação, agilidade, flexibilidade, força, velocidade, resistência) até uma idade muito avançada e contribui para a manutenção de uma forma física e mental invejáveis;
Melhora o estado de saúde geral, nomeadamente o rendimento do coração, pulmões, músculos, o metabolismo e o sistema endócrino;
Permite o trabalhar da moral, sem qualquer tipo de vício e cultiva uma filosofia de paz e harmonia. O Jujutsu permite reduzir a energia Yang (mau caráter, agressividade, entre outros) e tonifica a energia Yin (passividade, timidez, indecisão perante a vida, entre outros);
Possibilita a obtenção de um nível de autocontrolo muito elevado e promove a felicidade e o bem-estar de todos os praticantes;
Facilita a adoção de uma atitude vigilante e de alerta constante, o que possibilita uma maior disciplina;
Garante uma harmonia em todas as ações, aprimora os reflexos de todos os praticantes e constitui-se como uma alternativa excelente no combate ao stress do quotidiano.
Em busca de novas oportunidades, Carina Damm se mudou para os Estados Unidos. A faixa-preta, que está treinando na American Top Team, teve sua primeira chance no GP do Strikeforce, mas acabou derrotada. “Foi uma nova experiência na minha carreira, pois eu nunca havia lutado nesta categoria de 135 pounds”, conta Carina. Dois meses depois, Carina teve a oportunidade de lutar na China, mas o evento acabou cancelado. Agora Carina está com luta agendada para o dia 10 de dezembro no evento Crowbar MMA, que acontece em Dakota, na Carolina do Norte, contra a americana Cat Albert. “Minha expectativa são as melhores e estou confiante que dará tudo certo e que eu voltarei a fazer com que vocês tenham orgulho de mim”, disse Carina em entrevista que você confere a seguir.
O canadense TJ Grant assinou com o UFC depois de conquistar 13 vitórias em 15 lutas, mas não conseguiu manter uma sequência de vitórias no octagon. Escalado para enfrentar Ricardo “Cachorrão” Almeida no UFC 124, evento que acontece em sua terra natal, TJ embarcou rumo ao Brasil em busca de melhores treinos, de olho no chão afiado de seu oponente. “Comecei a aprender Brazilian Jiu-Jitsu há dez anos e, para mim, foi como o nascimento da minha carreira de MMA, uma daquelas coisas que você sempre quis fazer. Com a minha luta é contra o Cachorrão, acho que o Jiu-Jitsu é um aspecto muito importante”, analisa o canadense, que falou sobre a experiência de treinar em uma favela carioca, sua carreira no UFC e a disputa de cinturão entre o compatriota Georges St. Pierre e o americano Josh Koscheck.
A academia Sul Jiu-Jitsu inaugurou, nesta terça-feira, a sua nova sede na Zona Sul de Porto Alegre. O dojô fica nas dependências da Base Academia, no Shopping Granville. A aula inaugural contou com a presença de dezenas de alunos, atletas e simpatizantes da arte suave. Um deles era o secretario municipal Márcio Bins Ely, que apoiou o Jiu-Jitsu. Após o treino teve direito a coquetel e um dos fundadores da SJJ, Walter Mattos, comentou sobre o novo CT.
“É uma conquista de todos nós, a sequência de trabalho brilhante de uma equipe dedicada e atuante. Parabenizo os professores Paradeda, Elias Eberhardt e Giovanne Guedes. Muito Obrigado”, comemorou. “Agora temos, provavelmente, o maior dojô do Rio Grande do Sul. São 150m², além de contar com toda a infra-estruturar de um centro esportivo como a Base”, completa Fernando Paradeda. As aulas da nova sede acontecem de segunda a sexta-feira, das 19h30 às 22h, sob o comando dos professores Eberhardt e Guedes. Fonte: Tatame
A equipe novata do Instituto Santo Aleixo celebra o inicio de uma ótima campanha na estréia em sua primeira participação na categoria caratê do Intercolegial 2010 Com apenas dois atletas principiantes em competições Jhozy Jackson (Junior) e Fabia (Guerreira) " os dois sem faixa" , o Instituto Santo Aleixo chegou dizendo porque veio. Na disputa do caratê, antepenúltima modalidade dos jogos, a escola faturou as duas medalhas principais : "OURO E PRATA " categorias Kumite (Luta)e fez a melhor estréia da competição, realizada no ginásio do América Football Club, na Tijuca.
Submission wrestling (Também conhecido como Grappling or submission fighting, e tecnicamente chamado de submission grappling) é uma modalidade esportiva e um termo geralmente utilizado nas Artes Marciais com foco no clinch e nas lutas de solo com objetivo de conseguir a finalização utilizando chaves, torções ou estrangulamentos. Com a junção de técnicas de Luta Livre, Brazilian Jiu-Jitsu, American wrestling, Sambo e Judo. Submission grappling aé um elemento largamente utilizado no MMA, Judo, Brazilian Jiu-Jitsu, Pankration, catch wrestling, shootfighting, shooto e outros. Fonte: Wikipédia.
O Muay Thai (em tailandês: มวยไทย; RTGS: Muai Thai; AFI: [muɛ̄j tʰɑ̄j]; lit. boxe tailandês) é uma luta originária da Tailândia, país do qual é o esporte nacional. Arte marcial com mais de dois mil anos de existência criada pelo povo tailandês como forma de defesa nas suas guerras e para obter uma boa saúde. Na Tailândia o Muay Thai também é conhecido "Luta da Liberdade" ou "Arte dos Livres", pois foi com o Muay Thai que se protegeram dos povos opressores que tentavam conquistar seu território. Fonte: Wikipédia.
O caratê / karatê (português brasileiro) ou karaté / caraté (português europeu) (em japonês 空手, karate, ou 空手道, karate-dō, "caminho da mão vazia"), é uma arte marcial desenvolvida a partir do kenpō chinês (em particular o kung fu da China meridional) e de métodos autóctones de lutas das ilhas Ryūkyū. O caratê é predominantemente uma arte de golpes, como pontapés (chutes), socos, joelhadas e cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta. Bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinados, dependendo do estilo. Um praticante de caratê é denominado "carateca". O caratê é uma forma de budo (武道, caminho marcial), enfatizando as técnicas de percussão atemi waza (como defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de caratê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Kumite. Fonte: Wikipédia.
O Aikido ou Aiquidô (em japonês ºÏšÝµÀ, transl. aikid¨), é uma arte marcial criada no Japão na década de 1920 pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), a quem os praticantes desta arte respeitosamente chamam Ô-Sensei ("grande mestre") ou fundador (a expressão sensei quer dizer aquele que sabe). Ueshiba concebeu o Aikido a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, sendo as principais o daito-ryu aikijujutsu, com sensei Sokaku Takeda, o kenjutsu (técnica da espada) e o jojutsu (técnica do bastão curto), sendo outro de seus mestres Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão. Seus sucessores principais no Aikido foram kishomaru Ueshiba (1921 - 1999) e Moriteru Ueshiba (1951) O termo aikido é composto por três caracteres kanji: Ai : harmonia ºÏ Ki : energia šÝ Dô : caminho µÀ Em tradução livre, "caminho da harmonização das energias". Fonte: Wikipédia.
O Taekwondo, é uma arte marcial coreana e esporte de combate que surgiu há cerca de dois mil anos. Hoje em dia, é também um desporto difundido em todos os continentes. Nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, teve seu "batismo de fogo", quando se converteu num desporto olímpico de exibição. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996, em Atlanta, já constava para a disputa de medalhas, consagrando-se como desporto olímpico oficial nas Olimpíadas de Sydney, em 2000. Em sentido literal, Taekwondo significa, de uma forma muito geral, a "Caminho dos pés e das mãos". Se quisermos aprofundar um pouco, ou seja, traduzindo caracter por caracter: "TAE" significa saltar, voar ou esmagar com o pé; "KWON" significa bater ou destruir com a mão e por fim; "DO" significa caminho, meio, via, método, ou seja, a própria arte em si.
Judô ou Judo é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal. O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918). A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (kimono), que no judô recebe o nome de judogi e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais. Fonte: Wikipédia.
O jiu-jitsu ou jiu-jítsu, também conhecido pelas grafias jujutsu ou ju-jitsu é uma arte marcial japonesa que utiliza alavancas e pressões para derrubar, dominar e submeter o oponente, tradicionalmente sem usar golpes traumáticos, que não eram muito eficazes no contexto em que a luta foi desenvolvida, porque os guerreiros (bushi) usavam armaduras.
No Japão, o termo judô foi usado para se diferenciar do antigo jiu-jitsu, quando Jigoro Kano desenvolveu um método esportivo reunindo as técnicas menos perigosas do jiu-jtsu. Os ideogramas Kanji japoneses de Jiu jitsu, podem receber diferentes pronúncias. No caso de "jiu" pode se pronunciar "ju" e no caso do "jitsu" pode se pronunciar "do", ou seja jujitsu, jiujtsu e judo são traduções possíveis para os mesmos ideogramas japoneses. Portanto Jigoro Kano apenas usou uma pronúncia diferente para a velha palavra jiu jitsu, na intenção de denominar sua "invenção". Fonte: Wikipédia.
O MMA é definido como uma modalidade de luta onde os praticantes não precisam seguir um estilo específico de arte marcial. Vem daí o nome “técnico” do esporte: Mixed Martial Arts (Artes Marciais Misturadas). O esporte possibilita ao praticante utilizar qualquer golpe ou técnica das mais diferentes artes marciais como o boxe, jiu-jítsu, caratê, judô, muay thai, entre outras. O bom lutador é aquele que domina boa parte dos principais golpes de uma grande variedade de artes marciais e sabe aplicá-los no momento certo. Ao contrário do que todo mundo acha, não “vale tudo” no MMA. O esporte vem evoluindo e profissionalizando-se de tal maneira que as regras estão cada vez mais rígidas. O intuito de toda esta evolução é preservar cada vez mais a integridade física do atleta. Os praticantes estão cada vez mais técnicos e preparados. Fonte: Brazil MMA
Campeão mundial de Jiu-Jitsu, Fernandinho Vieira está de volta às competições de pano, depois de se desligar da equipe UDL, de Mauricio “Shogun”. Retornando à sua terra natal e à sua antiga equipe, a Carioca Team, o faixa-preta está em fase de preparação para o Amazon Meeting Black Belt. Apesar de estar se preparando para o Amazon Meeting, o foco do atleta está voltado para a World Cup, evento organizado por Fernando Lopes, que acontecerá em São Paulo, no mês de dezembro, marcando volta às competições internacionais, além de buscar uma fatia da premiação de R$ 100 mil.
Em matéria publicada na edição de junho da Revista TATAME, Luanna Alzuguir avisou: seu sonho era se tornar campeã mundial absoluto. Poucos dias depois de a TATAME chegar às bancas de todo o país, a faixa-preta da Alliance deu show na Califórnia e chegou ao topo do mundo, fechando o absoluto do Mundial com Gabi Garcia.
Minutos de receber a medalha, Luanna conversou com a TATAME TV e comentou a conquista. “Sempre foi o meu maior sonho e eu concretizei, graças a Deus deu tudo certo. Fizemos a dobradinha do Pan para o Mundial”, comemora a campeã, que comentou a derrota para Kyra Gracie na final do peso, após vencer a rival na semifinal do absoluto. “Os juízes acabaram dando a vitória para ela... Vou ter que buscar de novo, não vai ter jeito (risos)”, avisa, na entrevista abaixo, comentando sobre as competições sem quimono, de olho no ADCC 2011, e muito mais.
Após cair no absoluto, Kyra Gracie deu a volta por cima e deixou a Califórnia como tetracampeã mundial no peso leve, batendo a rival Luanna Alzuguir na grande final. Após brilhar nos tatames, a Gracie bateu um papo com a TATAME TV e comentou o suado título, que veio na decisão dos juízes. “Perdi para ela no absoluto e não tive que esperar mais um ano para enfrentar ela, então vim com mais vontade. Sei das condições que eu tenho e lutei pra ganhar... Eu não ia bater na trave de novo”, afirmou Kyra, comentando a rivalidade com Luanna, a volta por cima após as pratas de 2009 e os seus planos para o futuro.
Nos tempos áureos de lado A e lado B, o Cassino Bangu era um dos bailes funk mais disputados da época. Verdadeiras batalhas foram travadas por lá até os bailes de corredor serem proibidos.
Nesse domingo (07), no lugar do antigo “corredor” e das galeras rivais, o tradicional clube da zona norte, terá um octágono como palco de um evento de MMA e atletas profissionais divididos entre os córners vermelho e azul. Realizado pelo lutador e Técnico de MMA, Carlos Clayton, mais conhecido como “Mangueira”, o Cage Tech Open Fight contará com duas lutas de Muay Thai e oito combates de MMA.
“Não se fala de outro assunto aqui em Bangu, a galera está animada e ansiosa pelos combates, nossa expectativa é grande para o evento”, conta “Mangueira” revelando a presença de atletas de nome no evento. “Teremos o campeão do WFE Eduardo Kiko e o Wendell “War Machine” como protagonistas das lutas principais”, revela. As lutas estão programadas para começar a partir das 18 h. Os ingressos estarão sendo vendidos na hora pelo preço de R$ 15 arquibancada e R$ 30 camarote.